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Cartunista sueco Lars Vilks fala sobre medo durante o atentado em Copenhague

Em imagem de arquivo, o cartunista sueco Lars Vilks e a polêmica caricatura que o colocou na lista de alvos dos extremistas islâmicos - Fotomontagem/AP
Em imagem de arquivo, o cartunista sueco Lars Vilks e a polêmica caricatura que o colocou na lista de alvos dos extremistas islâmicos Imagem: Fotomontagem/AP

Em Londres

15/02/2015 18h02

LO cartunista Lars Vilks, possível alvo de um dos dois ataques que deixaram dois mortos neste domingo (15) em Copenhague, falou sobre o medo que viveu durante o atentado contra um centro cultural onde participava de um debate sobre a liberdade de expressão.

"Estávamos assistindo uma conferência e de repente começaram esses sons de 'bang, bang'. A princípio parecia irreal, até que os seguranças reagiram e entendi que estava ocorrendo um ataque", afirmou o cartunista em entrevista à emissora britânica "ITV".

Vilks, de 68 anos, vive com proteção policial desde 2007, quando publicou em um jornal sueco uma charge na qual o profeta Maomé era representado por um cachorro.

"Houve medo, porque não sabia o que ia ocorrer se (os atacantes) entrassem pela porta", relatou.

As forças de segurança dinamarquesas mataram nesta madrugada o suposto autor dos ataques, que poderia ter se inspirado no atentado de Paris em janeiro contra a redação do semanário satírico "Charlie Hebdo".

Segundo as primeiras investigações, o mesmo homem teria disparado primeiro contra o centro cultural e, horas mais tarde, atacado uma sinagoga, deixando dois mortos e cinco feridos.

A Polícia não confirmou que o objetivo do primeiro ataque seria matar Vilk, quem alertou na entrevista à "ITV" que os terroristas amadores estão cada vez mais perigosos.

"Eles têm melhores armas do que a polícia e sabem como usá-las. Não são profissionais, mas são muito melhores que antes e são mais perigosos", afirmou o cartunista sueco.

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