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Juiz nega indenização à família de jovem negro morto pela polícia nos EUA

14/07/2015 18h27

Washington, 14 jul (EFE).- Um juiz federal negou nesta terça-feira o pedido de indenização de US$ 75 mil por danos e prejuízos reivindicado pela família de Michael Brown, o jovem negro morto por um policial branco em Ferguson, no Missouri, nos Estados Unidos.

O magistrado E. Richard Webber considerou que a cidade, ré na ação apresentada pela família de Brown, não deve pagar uma indenização aos pais de Brown porque eles não são competentes para atuar em nome do filho, que por ter 18 anos quando morreu já era considerado adulto.

Com a decisão, o juiz fechou a porta para a via civil com que a família buscava uma compensação econômica para cobrir o custo do processo judicial.

A ação penal fui julgada em 24 de novembro, quando um grande júri decidiu não apresentar a acusação de homicídio contra o policial branco Darren Wilson, que matou Brown a tiros, e o inocentou da de violação dos direitos civis.

Em uma investigação que durou sete meses, o Departamento de Justiça concluiu que não existem provas suficientes para questionar se Wilson, agora em liberdade e sem acusações, realmente temia por sua segurança quando disparou contra Brown e que, portanto, atuou guiado pelo medo e não por preconceitos raciais.

A morte do jovem, que estava desarmado, provocou uma onda de protestos e distúrbios com dezenas de detidos e reabriu o debate sobre discriminação racial pela polícia.

Em reação à forma de operar da polícia municipal, o Departamento de Justiça realizou uma investigação sobre a corporação de Ferguson, e suas conclusões mostraram discriminação racial e um padrão de uso excessivo da força contra os negros.

A morte de Brown forçou uma série de demissões em cadeia de altos funcionários da cidade, entre elas a do chefe de polícia, a do administrador da cidade e a do juiz municipal.

Agora a cidade está imersa em um processo de renovação e nas últimas eleições municipais, cujos resultados foram conhecidos semana passada, dois afro-americanos foram escolhidos vereadores. EFE

bpm/cd