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Internacional

Edinho Silva afirma que Brasil continuará com papel de "diálogo" no Mercosul

15/12/2015 22h25

São Paulo, 15 dez (EFE).- O ministro da Secretaria de Comunicação Social (Secom), Edinho Silva, afirmou nesta terça-feira que o Brasil continuará com um papel de "muito diálogo" dentro do Mercosul, bloco que compartilha com Argentina, Paraguai, Uruguai e Venezuela.

"O governo brasileiro continuará com seu papel de muito diálogo no bloco e para sair discutindo perspectivas de futuro. O Brasil se mobiliza todo o tempo", declarou Silva em conversa com correspondentes estrangeiros em São Paulo.

A próxima cúpula do bloco será realizada no próximo domingo em Assunção e nela o Paraguai repassará a presidência temporária ao Uruguai.

Até agora, está confirmada a presença da presidente Dilma Rousseff; do presidente uruguaio, Tabaré Vázquez, do presidente da Argentina, Mauricio Macri; e de Evo Morales, presidente da Bolívia, país em processo de adesão ao bloco.

"O Brasil investiu muito na consolidação do Mercosul e seguiremos trabalhando para isso", reiterou Silva, que reconheceu que a atual crise política e econômica do país afetou seu protagonismo em alguns blocos e fóruns.

"É o efeito de mudanças drásticas da economia mundial e admitimos que o Brasil perdeu o ritmo das alianças que estavam sendo construídas" antes da recessão econômica e dos problemas políticos do governo, ressaltou o ministro.

No entanto, Silva confia em uma recuperação política e econômica do país.

"A meta fiscal é importante, mas não é o centro de nossas ações que é a retomada do crescimento. Esperamos terminar a agenda de ajuste para um melhoramento da economia em 2016", assinalou.

O Brasil tem uma projeção de contração de 3,62% para este ano, segundo os analistas do mercado consultados semanalmente pelo Banco Central.

"Não queremos que o embate político paralise o país e o governo não está paralisado, mas somos realistas e transparentes", comentou Silva, que descartou uma intervenção do governo no sistema cambial, após uma acelerada desvalorização do real frente ao dólar, que está em 45% no que vai do ano.

Para Silva, "a única intervenção que podemos fazer é no mercado, aumentando a oferta. O dólar tem que encontrar (oscilando) um ponto de equilíbrio".

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