Em meio a processo de paz, prefeitos e governadores juram cargos na Colômbia

Cynthia de Benito.

Bogotá, 1 jan (EFE).- Mais de mil prefeitos e 32 governadores juraram os cargos nesta sexta-feira na Colômbia para mandatos que vão até 2019, em período em que terão atuação na construção do futuro do país, após o aguardo acordo de paz entre o governo do país e as Farc.

A relevância deste mandato, repetida nos últimos meses pelo Executivo, foi evidenciada outra vez pelo presidente do país, Juan Manuel Santos, que acompanhou a solenidade com a prefeita de Rio Blanco, no departamento de Tolima, Delcy Esperanza Isaza.

"Este município pertence a uma região em que nasceram as Farc. Aqui começou esse conflito armado, que pretendo terminar neste ano. Nessa guerra que estamos encerrando", garantiu o chefe de governo.

A partir de hoje, está oficializada a mudança de prefeito das 1.101 cidades da Colômbia, assim como os governadores de 32 regiões, todos eleitos no pleito de 25 de outubro de 2015.

De todos os cargos assumidos, o mais importante é de chefe da Prefeitura de Bogotá, status só superado pela própria presidência do país, que será ocupado pelo economista de centro-direita Enrique Peñalosa, encerrando os 12 anos de administração de políticos de esquerda.

Durante discurso na Praça de Bolívar, o novo prefeito da capital prometeu governar com uma "equipe técnica afastada das mesquinharias da politicagem e com uma profunda vocação de serviço público". Segundo o novo líder, a cidade precisa ser transformada "não só para se sobreviver, mas para se viver".

"O povo nos trouxe porque queria mudanças na maneira de governar. A todo o povo: vamos cumprir isso. O princípio que nos guiará é o mais potente da democracia, a igualdade das pessoas perante a lei, além da prevalência do interesse geral sobre o particular", afirmou.

O juramento de Peñalosa no cargo foi acompanhado pelo vice-presidente da Colômbia, Germán Vargas Lleras, um dos líderes do movimento popular "Equipo por Bogotá", criado para as eleições regionais.

Na terça-feira, o vice-presidente já havia acompanhado a posse dos prefeitos da cidade de Tunja, Pablo Cepeda, de Villavicencio, Wilmar Barbosa, e do governador de Huila, Carlos Julio González. Hoje, ainda assistiu o jugamento do líder municipal de Barranquilla, Alejandro Char, e do governador de Sucre, Edgar Martínez.

A expectativa destas tomadas de posse acontece porque, após assinada a paz com as Farc, se espera que cheguem investimentos milionários aos departamentos visando o pós-conflito, para a reintegração dos guerrilheiros e a substituição de cultivos ilegais, por exemplo.

Por isso, Santos não deixou de descatar aos novos governantes locais, o fundamental trabalho deles, através de depoimento feito em vídeo, exibido no início de cada cerimônia de juramento.

Agora, a maioria das cidades em que há presença das Farc, com quem o governo pretente concluir acordo de paz até 23 de março, serão administrados pela mesma coalização que mantém Santos no poder do país, com 116 prefeituras dos 204 municípios nesta situação.

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