França celebrou ano novo com dispositivo antiterrorista e sem incidentes

Paris, 1 jan (EFE).- As celebrações de ano novo aconteceram sem incidentes particularmente graves na França, onde foi montado um dispositivo antiterrorista sem precedentes devido aos atentados de janeiro e novembro em Paris.

Quem esteve na tradicional área de festejos de Paris, a avenida Champs-Elysées e arredores, notou facilmente a menor presença de público do que em 2014, quando havia cerca de 650 mil pessoas.

O menor público se deveu, entre outras coisas, ao corte na programação, com o cancelamento dos tradicionais fogos de artifício, o que tornou uma projeção audiovisual no Arco de Triunfo, transmitida em meia dúzia de telas gigantes ao longo de toda a avenida no principal espetáculo.

Além disso, apenas uma hora depois do começo de 2016, a calçada dos Champs-Elysées foi reaberta aos carros, o que fez os pedestres - que já tinham começado a se dispersar - terem que se limitar às calçadas.

Um total de 1.700 policiais e guardas se encarregaram da segurança nessa área, e no conjunto da região de Paris havia 11 mil pessoas mobilizadas (dois mil a mais que o ano anterior) e 100 mil em toda a França, informou o ministro do Interior, Bernard Cazeneuve.

Cazeneuve justificou esse desdobramento "excepcional" pelo fato de a ameaça terrorista continuar a ser considerada "elevada" nas capitais europeias.

Isso apesar das autoridades terem especificado que não tinham informação ou "elementos novos específicos" sobre essa ameaça terrorista em Paris ou sobre sua área metropolitana para o reveillon que justificassem "medidas particulares".

Em todo caso, o presidente francês, François Hollande, insistiu ontem à noite em seu discurso de fim de ano que o país "não terminou com o terrorismo" e que "a ameaça segue aí, em seu nível mais alto".

Hollande dedicou boa parte desse discurso a lembrar os ataques jihadistas em Paris em 2015 - que deixaram 17 mortos em janeiro e 130 em novembro - e destacou que as forças de segurança desbaratam "regularmente" outros atentados.

Uma realidade que levou o exército francês a "intensificar os bombardeios contra o Estado Islâmico na Síria e no Iraque, que continuarão o tempo que for necessário", mas também a propor uma reforma constitucional que inclui a possibilidade de retirar a nacionalidade francesa dos binacionais condenados por terrorismo. EFE

ac/cd

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