Ataque a base das Forças Aéreas mata 6 na Índia

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Nova Délhi, 2 jan (EFE).- Pelo menos quatro insurgentes e dois membros das Forças Aéreas indianas morreram e outros seis ficaram feridos neste sábado em um ataque contra uma base militar no estado de Punjab, no norte do país, onde ainda continuam as operações para liberar a área, informaram fontes oficiais.

A ação foi lançada por volta das 3h30 (20h de sexta-feira em Brasília) e desembocou em enfrentamentos entre as forças de segurança e os insurgentes que se estenderam durante pelo menos cinco horas, disse um subdiretor-general da polícia provincial, H.S. Dhillon, à agência estatal "PTI".

Dhillon indicou que quatro dos insurgentes morreram e que não se sabe quantos que continuam vivos na área, corrigindo informações anteriores que situavam em cinco o número de mortos.

O ministro do Interior, Rajnath Singh, tinha publicado no Twitter que "todos os cinco atacantes" tinham morrido, mas pouco depois a mensagem foi apagada.

O porta-voz da polícia de Pathankot, Naresh Singh, disse à Agência Efe que pelo menos dois militares morreram durante a ação.

As plataformas de vigilância aérea detectaram os agressores assim que chegaram à base, já que as Forças Aéreas estavam de sobreaviso de um possível ataque e tinham tomado medidas para repeli-lo, indicou o Ministério da Defesa em comunicado.

"Os infiltrados foram confrontados imediatamente e confinados a uma área limitada, evitando deste modo que entrassem na zona técnica onde estão os bens de grande valor", detalhou o departamento, que acrescentou que "possivelmente" o objetivo era destruir esse material.

A força aérea trabalha em coordenação com o exército, a Guarda de Segurança Nacional e a polícia local, segundo a nota.

Em discurso na cidade de Mysore, o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, qualificou os autores do ataque de "inimigos da humanidade que não podem deter o progresso da Índia" e expressou seu "orgulho" pela atuação das forças de segurança.

"O Paquistão é nosso vizinho e queremos paz, mas qualquer ataque terrorista contra a Índia obterá a resposta adequada", indicou o ministro do Interior em entrevista à agência local "ANI".

O vice-ministro dessa pasta Kiren Rijikhu, disse à imprensa que o governo conta com informação "crível" que indica que a ação esteve "patrocinada por alguns grupos do outro lado da fronteira".

O Paquistão condenou o fato em comunicado e garantiu que segue "comprometido" a colaborar com a Índia e outros países da região para erradicar a ameaça terrorista.

O primeiro-ministro, Narendra Modi, realizou semana passada a primeira visita de um máximo líder indiano ao Paquistão em 11 anos para se reunir com seu colega, Nawaz Sharif, apenas duas semanas depois dos dois países concordarem em iniciar um diálogo de paz.

A aproximação entre Índia e Paquiestão costuma derivar em violações ao cessar-fogo na Linha de Controle (LoC, fronteira de fato) e em algumas ocasiões em ataques insurgentes.

O Punjab faz fronteira com a Caxemira, região disputada entre a Índia e Paquistão, e principal ponto de enfrentamento entre eles, pela qual tiveram duas guerras e vários conflitos menores desde a partilha do subcontinente e a criação dos dois países, em 1947.

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