Inundações no Uruguai deixam 23,5 mil deslocados

Em Montevidéu

  • Ministério de Defesa do Uruguai/Efe - 29.dez.2015

    Cidade de Paysandú (Uruguai) continua sofrendo com inundações após fortes chuvas

    Cidade de Paysandú (Uruguai) continua sofrendo com inundações após fortes chuvas

O número de deslocados no Uruguai por causa das inundações que afetam quatro departamentos do litoral oeste do país aumentou para 23.571, informou neste sábado (2) o Sistema Nacional de Emergência (Sinae).

O relatório do Sinae detalha que, do total de pessoas que tiveram que abandonar suas casas, 2.322 foram evacuadas e 21.249 saíram por conta própria, sem necessitar de ajuda oficial.

Das 23.571 pessoas deslocadas, 11.002 se encontram no departamento de Artigas, 6.708 em Paysandu, 57 em Río Negro e 5.804 em Salto.

As fortes chuvas provocaram o aumento do nível do rio Uruguai, especialmente de seu afluente Cuareim, que banha a cidade de Artigas, e até o momento as inundações provocaram a morte de duas pessoas, segundo fontes oficiais.

De acordo com o último boletim do Sinae, o nível do rio Uruguai baixou na cidade de Artigas --capital do departamento homônimo-- e em Salto, enquanto se mantém estável em Paysandu.

Na capital departamental de Artigas, a cidade mais afetada pelas inundações com 11.002 deslocados, o rio Cuareim registrou sua altura máxima no dia 23 de dezembro (15,28 metros), sendo que a cota de segurança é de 10,23 metros.

Neste sentido, o organismo destaca que se "está iniciando a operação de retorno no departamento de Artigas".

Na cidade de Bella Unión, também no departamento de Artigas, onde o último registro assinalou um número de 457 deslocados, o nível do rio Uruguai se encontra hoje em 8,7 metros, mais de dois metros acima da margem de segurança, que é de 6,5 metros.

Com relação ao nível do rio Uruguai em sua passagem por Paysandu, este está com profundidade de 9,1 metros. A cota de segurança na região é de 5,5 metros. Já em Salto, o nível de água é de 13,32 metros, pouco mais de um metro acima de seu nível de segurança.

O Sinae esclareceu que o aumento do número de deslocados ocorreu porque havia pessoas que não tinham registrado sua situação.

As pessoas retiradas de suas residências estão hospedadas em abrigos temporários coordenados pelos serviços de emergência, e as outras estão em casas de familiares ou acampamentos administrados pelo governo.

Desde o começo, o Sinae coordena com as autoridades departamentais a entrega de utensílios e bens para a saúde e a higiene pessoal graças também à colaboração de várias organizações não governamentais.

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