Oposição venezuelana convoca população para posse de seus deputados

Caracas, 2 jan (EFE).- A oposição venezuelana disse neste sábado confiar que as forças armadas impedirão que "grupos extremos" atuem contra a posse dos vencedores dos pleitos de 6 de dezembro, dois terços deles opositores, e convocou a população a acompanhá-los para chegar "em paz" ao parlamento.

"O convite a todos é a acompanhar os 112 deputados (opositores), nem um menos", em uma passeata na terça-feira em direção ao Legislativo, no centro de Caracas, porque "não há razão" para duvidar da segurança a cargo das força armadas, garantiu o secretário-executivo da aliança opositora, Jesús Torrealba.

Ativistas ligados ao governo do presidente Nicolás Maduro, que conseguiu uma minoria de 55 cadeiras parlamentares no mês passado, convocaram seus partidários a concentrar-se no mesmo dia e na mesma região, o que demandará a atuação reforçada dos organismos de segurança para impedir atos de violência.

"Se (estes grupos governistas) tentarem qualquer despropósito, então (as autoridades do governo) perderão duplamente porque ou estarão demonstrando ao mundo que não são capazes de controlar seus próprios grupos extremos, ou que estes são a direção do governo e não o presidente" Maduro, advertiu Torrealba.

O dirigente da plataforma que reúne a maioria de partidos opositores também confirmou que não acatarão a decisão do Tribunal Supremo de Justiça que ordenou que não sejam juramentados três dos 112 deputados opositores e um dos 55 chavistas, depois de aceitar recursos de impugnação de alguns resultados eleitorais.

"O povo elegeu 112 deputados (opositores) e 112 vão prestar juramento", ressaltou em entrevista coletiva.

Torrealba confirmou que teve reuniões com as autoridades militares "que têm a responsabilidade do resguardo dos poderes públicos nacionais" e com as do protocolo do Legislativo até agora majoritariamente ligado a Maduro para garantir que a posse da nova maioria transcorra sem incidentes.

"Será um ato em paz e pela paz", destacou, acrescentando que os jornalistas poderão ingressar na sede do parlamento e já não dependerão da transmissão exclusiva do canal de televisão desse poder do Estado, que detinha o monopólio da cobertura parlamentar.

O retorno da imprensa ao plenário "não é um tema funcional, é um tema político, uma bandeira política fundamental", razão pela qual o profissional da comunicação será tratado "com o cuidado e o respeito que deve ser tratado", salientou Torrealba.

Por fim, o representante opositor também anunciou sem maiores detalhes que um "grupo grande de delegados internacionais" chegarão para participar dos atos da primeira maioria opositora parlamentar dos últimos 15 anos.

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