Extremistas judeus são indiciados por assassinato de família palestina

Jerusalém, 3 dez (EFE).- A Justiça de Israel iniciou um processo contra um número não especificado de radicais judeus neste domingo por assassinato, e suposta colaboração no mesmo, de três integrantes de uma família palestina, cuja casa foi queimada na aldeia de Duma, na Cisjordânia, em julho.

A Corte do Distrito de Lod, no centro de Israel, anunciou o indiciamento dos radicais e analisará também uma demanda para suspender o sigilo que pesa sobre a investigação do caso, razão pela qual não se revelou o número e as identidades dos processados, segundo publicou hoje a imprensa local.

Após o ataque, que comoveu à sociedade palestina e foi considerado um ato de "terrorismo judaico" em Israel, vários radicais judeus foram detidos.

O ataque aconteceu em 31 de julho e foi atribuído desde o primeiro momento a extremistas judeus, que lançaram coquetéis molotov contra duas casas da família palestina Dawabshe, na aldeia de Duma, na Cisjordânia.

O incêndio matou o pequeno Ali, de apenas 18 meses, e seus pais - Said e Rahem - não resistiram às queimaduras e morreram posteriormente, enquanto um irmão de 4 anos ficou ferido.

Em um dos muros das casas atacadas os supostos autores fizeram pichações em hebraico que diziam: "Longa vida ao rei messias" e "vingança", textos característicos da extrema direita israelense, que geralmente é formada por colonos, feitos em propriedades palestinas e santuários cristãos e muçulmanos nos últimos anos.

Além disso, foram apresentadas várias acusações contra suspeitos de participação em outros ataques contra palestinos.

Nesse segundo caso, o tribunal também estudará se suspenderá o sigilo sobre as investigações do mesmo.

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