Número de deslocados por inundações cai para menos de 14 mil no Uruguai

Montevidéu, 3 jan (EFE).- O número de deslocados no Uruguai por causa das inundações que afetam quatro departamentos do litoral oeste do país caiu sensivelmente para 13.844, informou neste domingo o Sistema Nacional de Emergência (Sinae).

Neste sábado, o número de deslocados era de 23.571 pessoas, segundo o Sinae, e a redução se explica pelo retorno dos afetados na cidade de Artigas - capital do departamento homônimo -, que segue tendo 700 deslocados, em contraposição com os 10.545 do dia anterior.

Além disso, o documento detalha que do total de pessoas que ainda não puderam retornar a seus lares, 1.526 foram evacuadas e 12.318 saíram por conta própria, sem precisar de ajuda oficial.

Das 13.844 pessoas deslocadas, 1.174 se encontram no departamento de Artigas, 6.717 em Paysandu, 57 em Río Negro e 5.896 em Salto.

As fortes chuvas provocaram o aumento do nível do rio Uruguai, especialmente de seu afluente Cuareim, que banha a cidade de Artigas, e até o momento as inundações provocaram a morte de duas pessoas, segundo fontes oficiais.

Segundo o relatório do Sinae, o nível do rio Uruguai baixou em Artigas e em Salto e espera-se que continue diminuindo nas próximas horas.

Na capital departamental de Artigas, a cidade mais afetada pelas inundações e que chegou a ter 10.545 deslocados, o rio Cuareim registrou sua altura máxima no dia 23 de dezembro (15,28 metros), sendo que a cota de segurança é de 10,23 metros.

Na cidade de Bella Unión, também no departamento de Artigas, onde o último registro assinalou um número de 474 deslocados, o nível do rio Uruguai se encontra hoje em 8,3 metros, pouco menos de dois metros acima da margem de segurança, que é de 6,5 metros.

Com relação ao nível do rio Uruguai em sua passagem por Paysandu, este está com profundidade de 9,1 metros. A cota de segurança na região é de 5,5 metros. Já em Salto, o nível de água é de 15,9 metros, quatro metros acima de seu nível de segurança.

As pessoas retiradas de suas residências estão hospedadas em abrigos temporários coordenados pelos serviços de emergência, e as outras estão em casas de familiares ou acampamentos administrados pelo governo.

Desde o começo, o Sinae coordena com as autoridades departamentais a entrega de utensílios e bens para a saúde e a higiene pessoal graças também à colaboração de várias organizações não governamentais.

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