Sobe para 11 o número de mortos em ataque à base da força aérea indiana

Nova Délhi, 3 jan (EFE).- O número de mortos em um ataque realizado na madrugada do sábado contra uma base da força aérea indiana na província nortista de Punjab subiu neste domingo para 11, depois que um guarda da segurança nacional morreu durante as operações para repelir a ofensiva, que ainda continuam.

O diretor-geral de Inteligência da polícia provincial, Anil Kumar Sharma, informou à Agência Efe que a operação das forças de segurança segue em andamento no "interior" da base mais de 30 horas depois do começo da ação.

Sharma detalhou que o exército está presente no local e que a polícia está coordenando as ações do lado de fora e das áreas contíguas às dependências atacadas, que ocupam uma área de "grande" extensão.

O ministro de Interior da Índia, Rajnath Singh, confirmou em sua conta no Twitter que um tenente-coronel da Guarda de Segurança Nacional, um contingente antiterrorista, morreu durante as "operações de limpeza".

Além deste agente, outros três policiais sucumbiram a seus ferimentos nas últimas horas e se somaram a outros dois confirmados ontem pelas autoridades.

"As mortes adicionais se devem a que três membros do DSC (Corpo de Segurança de Defesa) morreram no hospital durante a noite", explicaram fontes do Ministério da Defesa ao jornal local "The Hindu".

A ação começou na madrugada de sábado no distrito de Pathankot, situado a poucos quilômetros da fronteira com o Paquistão, e durante as primeiras horas dos enfrentamentos pelo menos quatro insurgentes foram abatidos.

O ataque acontece depois que o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, realizou na semana passada a primeira visita de um líder indiano ao Paquistão em 11 anos para se reunir com o premiê paquistanês, Nawaz Sharif, apenas duas semanas depois que ambos países decidissem iniciar um diálogo de paz.

No final de julho do ano passado, um grupo de criminosos com uniforme militar se entrincheiraram durante dez horas em uma delegacia de Punjab, em uma ação que causou a morte de dez pessoas.

O Punjab está localizado na fronteira com a Caxemira, região disputada entre a Índia e Paquistão e seu principal ponto de enfrentamento, pela qual travaram duas guerras e vários conflitos menores desde a partilha do subcontinente e a criação de ambos países em 1947.

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