EUA consideram que governo venezuelano "interfere" em parlamento eleito

Washington, 4 jan (EFE).- Os Estados Unidos expressaram nesta segunda-feira sua preocupação por considerar que o governo da Venezuela "interfere" no parlamento eleito no pleito do último dia 6 de dezembro, nos quais a oposição alcançou a maioria qualificada, e que se instalará nesta terça-feira.

"Continuamos pedindo respeito à vontade do povo e à separação de poderes no processo democrático. Acreditamos que o diálogo político é o melhor caminho para abordar os sérios desafios que enfrenta o povo da Venezuela", disse hoje o porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, John Kirby.

O porta-voz se pronunciou neste sentido após ser perguntado pela carta que o senador democrata Robert Menéndez escreveu hoje ao presidente dos EUA, Barack Obama, para pedir medidas que garantam que o governo de Nicolás Maduro respeite os resultados eleitorais na Venezuela.

Kirby evitou "especular sobre futuras decisões que podem ser tomadas ou não" a respeito da situação na Venezuela.

Por outro lado, o porta-voz aproveitou para pedir aos demais países da região que se pronunciem defesa dos valores democráticos na Venezuela.

O senador Robert Menéndez, de origem cubana, pediu hoje em carta a Obama uma série de medidas para garantir que o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, respeite o resultado eleitoral das eleições parlamentares de 6 de dezembro.

Menéndez, senador por Nova Jersey e membro do Comitê de Relações Exteriores, afirmou na carta que "o regime de Maduro está dando passos para minar qualquer transição política significativa".

O senador mencionou concretamente sua preocupação pelo novo parlamento Comunal Nacional, que, embora esteja estipulado nas leis venezuelanas, não foi instalado até 15 de dezembro do ano passado, nove dias depois que a oposição ao governo de Maduro conquistou 112 das 167 cadeiras da Assembleia Nacional.

Na opinião de Menéndez, este é um mecanismo para "transferir poder a um congresso paralelo que não foi eleito (pelos cidadãos)". EFE

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