Filipinas acusam China de aumentar tensão na região com prática de testes

Manila, 4 jan (EFE).- O governo das Filipinas acusou nesta segunda-feira o governo chinês de elevar a tensão no Mar da China Meridional com testes de tráfego aéreo realizados nas Ilhas Spratly, um arquipélago cuja soberania é reivindicada por vários países.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores filipino, Charles Jose, já antecipou que o país apresentará um protesto contra a China e insistiu que o "Fiery Cross ou o Atol Kagitingan (como também é conhecido) faz parte do grupo de ilhas de Kalayaan", de acordo com declarações ao jornal "Philippine Star". As Filipinas consideram às Kalayaan, que integram as Spratly, como território nacional.

Jose assinalou que o receio está no fato de a China "tomar o controle do Mar da China Meridional, o que afetará a liberdade de navegação e voo na região, assim como o fluxo comercial".

As autoridades chinesas confirmaram no último fim de semana que um avião civil pousou pela primeira vez em Fiery Cross, que os chineses chamam de Yongshu Jiao, onde a China construiu uma ilha artificial, apesar dos protestos de Vietnã, Filipinas e Estados Unidos. A aterrissagem faz parte dos testes que o país realiza para comprovar a viabilidade de umas pistas que começou a construir em segredo em 2014 e que a revista militar britânica "IHS Jane's" revelou em 2015 ao publicar fotos das obras.

Hoje, governo do Japão disse estar "muito preocupado" com estes testes aéreos do gigante asiático. China, Brunei, Filipinas, Malásia, Vietnã e Taiwan reivindicam total ou parcialmente as Spratly, arquipélago rico em reservas energéticas e recursos marítimos.

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