Posse de novo governo da Moldávia é suspensa após boicote da oposição

Moscou, 4 jan (EFE).- A sessão de posse do novo governo da Moldávia, cuja formação ficou sob a responsabilidade do político e empresário Ion Sturza, foi suspensa nesta segunda-feira depois de um boicote da oposição, que decidiu não comparecer ao plenário do Parlamento para a reunião que ratificaria a escolha.

Apenas 47 dos 101 deputados foram ao plenário, obrigando o presidente do Parlamento, Andrian Candu, a suspender a sessão por não contar com o quórum necessário para confirmar a posse.

"Segundo a legislação e as sentenças do Tribunal Constitucional, a tentativa de confirmar o governo pode ser dada por esgotada. O presidente tem direito a designar um novo candidato para o cargo de primeiro-ministro", disse Candu.

A Moldávia, país mais pobre da Europa, está imersa em uma grave crise política desde as últimas eleições parlamentares, realizadas há apenas 13 meses e vencida por uma pequena margem pelas forças que apoiam uma maior aproximação com a União Europeia (UE).

Desde então, os escândalos são frequentes no país, os protestos populares lotam as ruas de Chisinau e dois primeiros-ministros já estiveram à frente do governo.

Chril Gaburici, que venceu o último pleito após criar alianças com o apoio do Partido Liberal-Democrata (PLD), o Partido Democrata (PD) e o Partido Comunista (PC), renunciou quatro meses depois de assumir o poder, após ser denunciado pela Promotoria devido a suspeita de que tinha falsificado seu diploma universitário.

Seu sucessor, Valeri Strelets, resistiu ainda menos do cargo. Ele deixou o posto de primeiro-ministro no final de outubro do ano passado depois de uma moção de censura contra o governo da Aliança pela Integração Europeia (AIE), formada por PLD, PD e o Partido Liberal, recheado por um escândalo de desvio de fundos públicos.

Duas semanas antes, Vlad Filat, ex-primeiro-ministro e líder do PLD, o mesmo partido de Strelets, foi preso e acusado de vários crimes de corrupção.

O escândalo provocou o rompimento da AIE, com a saída do PD. Alguns deputados do partido se uniram com antigos comunistas em uma nova coalizão parlamentar, a Plataforma Social-Democrata, que se transformou no maior bloco do Legislativo ao contar com 34 deputaos.

A recém-criada Plataforma e os também opositores do Partido Socialista - até pouco tempo a primeira força política do país - e o Partido Comunista - abandonado por 14 de seus 23 deputados para se somar ao projeto do PD - foram os responsáveis por boicotar a posse de Struza.

Se a Moldávia não conseguir formar um governo até o dia 29 de janeiro, o presidente do país, Nicolae Timofti, deverá dissolver o parlamento e convocar novas eleições.

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