Sobe para 12 o número de mortos no ataque à base das Forças Aéreas indianas

Nova Délhi, 4 jan (EFE).- O total de mortos no ataque lançado no último sábado contra uma base das Forças Aéreas da Índia no norte do país passou nesta segunda-feira para 12, depois que as tropas abateram um quinto insurgente durante as operações para repelir a ação.

Em entrevista coletiva, Dushant Singh, tenente da Guarda de Segurança Nacional, informou que um criminoso foi "eliminado" nas últimas horas, o que eleva a cinco os insurgentes mortos, enquanto as baixas militares são mantidas em sete.

Segundo ele, as operações de busca continuam em andamento, pelo terceiro dia seguido desde o início do ataque, e que as Forças Aéreas destinaram todos os seus recursos, incluído material de vigilância, a essa missão.

O ministro de Finanças da Índia, Arun Jaitley, disse que "normalmente" este tipo de operação demanda "tempo" para ser feita, devido à extensão da área e ao fato de os insurgentes usarem explosivos.

"Está demorando muito porque são terroristas treinados e suicidas", disse ele, lembrando que durante os atentados de Mumbai em 2008 foram necessários vários "dias" para eliminar os criminosos, após um ataque com 166 mortos.

Perguntado sobre se a questão afetará à relação da Índia com o Paquistão, Jaitley rejeitou fazer comentários até que a operação seja finalizada.

Em comunicado, o grupo caxemiriano Conselho da Jihad Unida (UJC, sigla em inglês) reivindicou a autoria do atentado e garantiu que se trata de um "mensagem" à Índia para mostrar que podem atentar contra qualquer lugar "sensível" do país.

"Seria melhor para os líderes indianos lerem o escrito no muro e deixarem os caxemirianos decidir seu destino sobre sua própria adesão sem mais demora", sentenciou o porta-voz do grupo, Syed Sadaqat Hussain, na nota, à qual a Agência Efe teve acesso.

A ação, que começou na madrugada de sábado no estado de Punjab, aconteceu depois que o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, realizou no último dia 25 a primeira visita de um líder indiano ao Paquistão em 11 anos e menos de um mês após anunciar o início de um diálogo de paz entre ambos os países.

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