Suu Kyi coloca processo de paz em Mianmar como prioridade do futuro governo

Bangcoc, 4 jan (EFE).- a líder do partido político vencedor das eleições gerais em Mianmar, Aung San Suu Kyi, afirmou nesta segunda-feira que o processo de paz com as diferentes guerrilhas étnicas é a prioridade do futuro governo.

Suu Kyi, prêmio Nobel da Paz e dirigente da Liga Nacional para a Democracia (LND), assinalou em discurso pelo dia da Independência de Mianmar que fará todos os esforços para chegar a carimbar um pacto com as facções armadas que atuam no país.

"O processo de paz é a primeira tarefa em que o novo governo trabalhará. Tentaremos de tudo para conseguir um acordo de cessar -fogo inclusivo", antecipou, desde o quartel-general da LND em Yangun.

A Liga Nacional para a Democracia se impôs de maneira arrasador no pleito realizados / celebrados o novembro passado, os primeiros pleito relativamente democráticos em décadas.

"Sem paz no país não poderemos fazer nada", asseverou.

Mianmar sofreu por décadas com confrontos armados entre o exército do governo e dezenas de guerrilhas que atuam nas regiões onde as minorias étnicas vivem.

Os grupos étnicos exigem mais autonomia e o reconhecimento da administração central.

Em outubro, o governo do presidente em fim de mandato, Thein Shein, selou um acordo de cessar-fogo com sete grupos armados dos 15 que foram convidados às reuniões.

A rejeição de parte dos atores, incluídos alguns dos grupos mais poderosos, foi um duro revés para o Executivo, que herdou o poder em 2011 após a extinção da última Junta Militar que comandou Mianmar (antiga Birmânia)por quase meio século.

As conversas políticas com os oito grupos que se negaram a referendar o acordo será retomada no próximo dia 12 de janeiro.

Em março a LND formará governo, após a eleição presidencial, programada para fevereiro.

Uma disposição na Constituição veta para a presidência candidatos com familiares estrangeiros, o que impede Suu Kyi de assumir o cargo, pois seus dois filhos têm passaporte britânico.

A Carta Magna também reserva um quarto das cadeiras no parlamento e no Senado para membros do exército, assim como nos ministérios de Defesa, Interior e Fronteiras.

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