Britânico Siddhartha Dhar pode ser jihadista do vídeo do EI

Em Londres

  • Reprodução/Site Intelligent Group

    Homem mascarado com sotaque britânico fala em vídeo do EI

    Homem mascarado com sotaque britânico fala em vídeo do EI

 O principal combatente do último vídeo do Estado Islâmico (EI), que mostra a execução de cinco homens acusados de espionar para o Reino Unido, poderia ser o britânico Siddhartha Dhar, informou nesta terça-feira (5) a BBC.

Fontes oficiais não identificadas confirmaram à rede pública que Dhar, um hindu convertido ao islã que em 2014 fugiu para a Síria, é o "foco das investigações" sobre a identidade do jihadista, que na gravação repreende o primeiro-ministro, David Cameron, em inglês com sotaque britânico.

"Muitas pessoas estão convencidas de que é ele", disseram as fontes à "BBC", apesar de por enquanto não haver confirmação formal do governo.

De acordo com a emissora, o verdadeiro nome do suspeito é Abu Rumaysah, um pai de quatro filhos morador em Walthamstow, no leste de Londres.

Dhar (ou Rumaysah) fugiu para a Síria em 2014 com sua família quando estava em liberdade sob fiança, após ter sido detido em setembro daquele ano, quando tinha 31 anos, por incitar o terrorismo como parte do grupo proscrito Al-Muhajiroun.

Sua irmã, Konika Dhar, declarou para a imprensa britânica que quando escutou o áudio da voz do jihadista acreditou que podia ser seu irmão, apesar de ao ver o vídeo teve "dúvidas".

Em todo caso, a estudante de direito, que perdeu contato com seu parente há mais de um ano, pediu ao governo que faça mais para desradicalizar os britânicos absorvidos pela ideologia jihadista.

No vídeo do EI divulgado no domingo também aparece uma criança de cerca de cinco anos, o qual o londrino Henry Dare identificou como seu neto Issa Dare, filho de sua filha Grace Dare - que se chama agora Khadijah -, uma britânico-nigeriana convertida ao Islã que viajou para a Síria em 2013, com 22 anos.

Henry Dare disse ao "Channel 4" britânico que o menino, que na filmagem fala de "matar os infiéis", está sendo usado como "propaganda" e como "escudo".

Quanto a sua filha, ele disse que ela "tem que voltar e enfrentar o ocorrido".

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