China ignora protestos e volta a utilizar aeroporto em ilha disputada na Ásia

Pequim, 6 jan (EFE).- A China voltou a utilizar nesta quarta-feira o aeroporto construído nas disputadas ilhas Spratly, pouco dias depois do primeiro teste no local, que foi criticado pelos governos do Vietnã, Filipinas, Estados Unidos e Japão.

A agência oficial "Xinhua" informou que dois aviões civis aterrissaram no aeroporto de Yongshu Jiao e depois retornaram ao local de origem, a cidade de Haikou.

A "Xinhua" divulgou no Twitter imagens de uma dessas aeronaves, de propriedade da companhia aérea estatal China Southern, na pista do aeroporto da ilha, que, segundo os EUA, foi ampliada artificialmente para receber a infraestrutura.

A nova aterrisagem ocorre cinco dias depois de o Ministério das Relações Exteriores ter confirmado o primeiro teste no local, onde a China começou a construir o aeroporto em 2014.

A ação despertou o receio de países como o Vietnã, que afirmou que a estrutura foi erguida ilegalmente em seu território. Já os EUA e o Japão expressaram o temor de que as tensões se elevem no sul do Mar da China.

Outros países como Filipinas, Malásia, Brunei e Taiwan também reivindicaram total ou parcialmente as ilhas Spratly. Além disso, a China mantém outras disputas territoriais na região.

Receba notícias do UOL. É grátis!

Facebook Messenger

As principais notícias do dia pelo chatbot do UOL para o Facebook Messenger

Começar agora

Receba por e-mail as principais notícias, de manhã e de noite, sem pagar nada. É só deixar seu e-mail e pronto!

UOL Cursos Online

Todos os cursos