Coreia do Norte garante ter dado um passo importante com sua primeira bomba H

Seul, 6 jan (EFE).- A Coreia do Norte assegurou nesta quarta-feira que realizou um teste com a detonação de uma bomba de hidrogênio, uma arma muito superior aos explosivos atômicos convencionais usados pelo país comunista em seus três experimentos nucleares anteriores.

A explosão que aconteceu no nordeste do país, que o regime atribui a uma bomba H, provocou um tremor com magnitude entre 4,2 e 5,1 na escala Richter, segundo dados recolhidos pelos serviços meteorológicos de Coreia do Sul, EUA, China e Japão.

Por enquanto, não se pôde verificar se a Coreia do Norte realmente detonou uma dessas bombas, já que vários especialistas internacionais chegaram à conclusão nas últimas semanas de que o país ainda não tinha alcançado a tecnologia necessária para detonar a bomba H.

O regime de Kim Jong-un se limitou a anunciar o teste nuclear sem oferecer detalhes sobre a potência e a tecnologia utilizada nesta bomba, cuja detonação aconteceu às 9h locais (23h30 de Brasília de terça-feira) na base de testes atômicos de Punggye-ri, no condado de Kilju, que fica na província de Hamgyong do Norte.

A bomba H ou termonuclear utiliza a enorme potência que resulta da fusão dos núcleos do hidrogênio, ao contrário da fissão atômica convencional das primeiras bombas desenvolvidas e lançadas sobre as cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaki em 1945.

Com isso, a potência da bomba H é milhares de vezes maior que a dos artefatos nucleares originários.

A detonação de hoje acontece menos de um mês depois que o regime de Kim Jong-un mencionou pela primeira vez que possuía a bomba de hidrogênio, no dia 10 de dezembro.

Segundo a agência norte-coreana de notícias "KCNA", o próprio líder Kim Jong-un ordenou a realização do teste atômico de hoje cinco dias depois da declaração do dia 10.

Os experimentos anteriores com bombas atômicas convencionais do regime comunista aconteceram em 2006, 2009 e 2013.

O serviço de inteligência sul-coreano, por sua vez, revelou no dia 3 de janeiro um relatório da Unidade de Defesa Química, Biológica e Radiológica em que detalhava a escavação de um novo túnel no complexo nuclear norte-coreano de Punggye-ri.

O documento indicava que o túnel "poderia ter sido desenvolvido para a realização de testes termonucleares".

No entanto, o Ministério da Defesa sul-coreano considerou pouco provável que um novo teste consistisse em efetivamente detonar a bomba termonuclear, também conhecida como bomba H.

Seul opinou que Pyongyang poderia detonar uma bomba de fissão, uma arma nuclear de primeira geração, mas não um artefato termonuclear, "já que não parece ter atingido as fases finais de produção" desse dispositivo.

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