Japão e EUA medem radiação no ar após suposto teste nuclear norte-coreano

Em Tóquio

  • Yoshikazu Tsuno/AFP

    "O teste nuclear da Coreia do Norte é uma grave ameaça para a segurança de nosso país", disse o premiê japonês Shinzo Abe

    "O teste nuclear da Coreia do Norte é uma grave ameaça para a segurança de nosso país", disse o premiê japonês Shinzo Abe

Japão e Estados Unidos enviaram nesta quarta-feira (6) aviões de reconhecimento para uma região próxima da península coreana para medir a radioatividade no ar, depois que a Coreia do Norte anunciou que tinha realizado seu primeiro teste com uma bomba termonuclear.

Uma aeronave das Forças de Autodefesa do Japão recolherá amostras de ar para analisar a presença de partículas radioativas, o que poderia ser um indício do novo teste atômico do regime de Kim Jong-un, informaram fontes governamentais à agência japonesa de notícias "Kyodo".

Os Estados Unidos também enviaram aviões à região com o mesmo objetivo, assim como procederam nos testes nucleares anteriores de Pyongyang, em 2006, 2009 e 2013, disse um porta-voz do Ministério da Defesa do Japão.

Se forem encontrados materiais radioativos no ar, eles podem oferecer informações sobre a natureza do teste nuclear supostamente realizado por Pyongyang.

No entanto, no último experimento atômico norte-coreano, em 2013, os aviões de reconhecimento não encontraram vestígios de radiação, o que poderia indicar que a Coreia do Norte lacrou completamente os túneis onde aconteceu a detonação.

A Coreia do Norte anunciou nesta quarta em sua emissora de televisão estatal que realizou seu primeiro teste com uma bomba nuclear de hidrogênio, pouco depois que um terremoto de magnitude 5 na escala Richter foi detectado no nordeste do país como consequência da detonação atômica.

Antes do anúncio, centros sismológicos de Coreia do Sul, EUA, China e Japão tinham detectado um terremoto com magnitude entre 4,2 e 5,1 no nordeste do país, perto da base de testes nucleares de Punggye-ri, onde ocorreram os experimentos anteriores.

Caso seja confirmada, a detonação de hoje seria a primeira de Pyongyang com uma arma termonuclear, cuja detonação é muito mais poderosa que a dos dispositivos atômicos convencionais utilizados pela Coreia do Norte em seus experimentos anteriores.

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