Jihadista de último vídeo do EI já considerava em 2014 o califado um "sonho"

Bruxelas, 6 jan (EFE).- O principal combatente do último vídeo do Estado Islâmico (EI), que mostra a execução de cinco homens acusados de espionar para o Reino Unido, e que poderia ser o britânico Siddhartha Dhar, segundo a "BBC", falou em 2014 com a emissora holandesa "NOS" e qualificou o califado como um "sonho para todos os muçulmanos".

Quando a rede de televisão pública conversou com ele, conhecido como Abu Rumaysah, ele ainda se encontrava no Reino Unido, e embora tenha dito não querer "outro James Foley, Steven Sotloff ou David ++Haines++", decapitados pelo EI, não descartou mais represálias da organização terrorista se o Ocidente continuar com os ataques aéreos, lembrou o "NOS".

Um jornalista contactou Rumaysah através do Twitter e o suposto jihadista já era então um simpatizante muito ativo do califado proclamado na Síria e no Iraque.

A emissora holandesa falou com ele através do Skype. O britânico estava ansioso para viajar à Síria e qualificou o califado de "sonho para todos os muçulmanos do mundo".

"Finalmente temos um refúgio onde podemos exercer nossa fé", e afirmou que, se tivesse uma passagem de avião iria com sua família ao califado, de acordo com a rede de televisão neerlandesa.

O suposto jihadista fugiu para a Síria em 2014 com sua família, quando estava em liberdade sob fiança, após ter sido detido em setembro desse mesmo ano, quando tinha 31 anos, por incitar o terrorismo como parte do grupo Al Muhajiroun, organização terrorista baseada no Reino Unido.

A "NOS" assinalou que ele achava que só no califado poderia ser um bom muçulmano.

"Eu cresci no ocidente e vivi toda minha vida no Reino Unido", disse em 2014. "Vi como funciona uma democracia. Francamente é opressiva. Vocês têm coisas como pornografia, aborto e jogos de azar. Precisamos de uma alternativa. A sharia (lei islâmica) garante a paz e a segurança", explicou.

Ele não se preocupava nesse momento com a segurança de seus filhos.

"Na primeira linha há combates, como em outras guerras, mas se nos fixarmos nos documentários do Estado Islâmico veremos que há estabilidade", considerou.

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