Jordânia convoca embaixador iraniano para condenar ataque a legações sauditas

Amã, 6 jan (EFE).- O Ministério jordaniano de Relações Exteriores convocou nesta quarta-feira o embaixador iraniano em Amã, Mustafa Moslehzadeh, para transmitir a condenação do governo do país aos ataques de sábado às sedes diplomáticas sauditas no Irã.

A agência oficial de notícias "Petra" acrescentou que o Ministério também comunicou a Moslehzadeh suas críticas à suposta intervenção de Teerã nos assuntos internos da Arábia Saudita e outros países árabes.

Este passo é a reação mais forte da Jordânia aos ataques do fim de semana passado à Embaixada saudita em Teerã e ao consulado na cidade iraniana de Mashhad, assim como ao aumento da tensão que envolveu a posterior ruptura de relações diplomáticas de Riad com Teerã.

"O enviado iraniano foi informado da severa condenação jordaniana aos recentes ataques à embaixada saudita em Teerã e ao consulado em Mashhad, que considera que foram uma flagrante violação da lei internacional e do Convenção de Viena", segundo a "Petra", que citou um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores.

O Ministério pediu ao embaixador iraniano "que comunique a posição jordaniana a seu governo imediatamente", acrescentou o porta-voz, segundo Petra.

A embaixada saudita em Teerã e o consulado na cidade de Mashhad foram atacados por manifestantes iranianos no sábado, depois que as autoridades sauditas executaram o proeminente clérigo xiita Nimr Baqir al Nimr e outras 46 pessoas.

Arábia Saudita, Bahrein e Sudão cortaram nos últimos dias suas relações diplomáticas com o Irã, enquanto que os Emirados Árabes Unidos e Kuwait retiraram seus embaixadores.

O Conselho de Cooperação do Golfo (CCG) -integrado pela Arábia Saudita, Emirados, Kuwait, Bahrein, Catar e Omã- convocou uma reunião extraordinária para o dia 9 de janeiro, destinada a estudar as repercussões regionais da crise com o Irã.

A reunião do CCG vai acontecer um dia antes de um encontro similar dos ministros das Relações Exteriores da Liga Árabe, que tem o objetivo de condenar o ataque contra as legações diplomáticas sauditas.

A execução do clérigo saudita Al Nimr suscitou uma onda de críticas e penas por parte da comunidade xiita do Oriente Médio e outros países do mundo, assim como distúrbios nos países com população xiita.

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