Omã condena ataque à embaixada da Arábia Saudita, mas mantém relações com Irã

Cairo, 6 jan (EFE).- O governo de Omã expressou nesta quarta-feira seu "profundo lamento" pelos ataques à embaixada e ao consulado da Arábia Saudita no Irã, mas não tomou medidas para romper suas relações diplomáticas com Teerã, como fizeram outros países da região do Golfo Pérsico.

Em comunicado, o Ministério das Relações Exteriores do Omã classificou o ato como "inaceitável". Além disso, afirmou que os ataques são uma violação à Convenção de Viena e de outros tratados internacionais que determinam a proteção de sedes diplomáticas.

A diplomacia de Omã reiterou "a importância de achar novas bases para proibir a ingerência externa nos assuntos internos de outros países para manter a paz e a estabilidade".

A embaixada saudita em Teerã e o consulado na cidade de Mashhad foram atacados por manifestantes iranianos na noite do último sábado, depois de a Arábia Saudita ter executado o importante clérigo xiita Nimr Baqir al Nimr.

Apesar das críticas aos ataques, Omã não cortou as relações com o Irã nem reduziu sua representação diplomática no país.

Arábia Saudita, Bahrein e Sudão cortaram nos últimos dias suas relações diplomáticas com o Irã, enquanto os Emirados Árabes Unidos e o Kuwait retiraram seus embaixadores do país, acusando Teerã de ingerir em seus assuntos internos.

O Conselho de Cooperação do Golfo (CCG) - integrado por Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Kuwait, Bahrein, Catar e Omã - convocou uma reunião extraordinário para o sábado, com o objetivo de avaliar as repercussões regionais da crise com Teerã.

A reunião do CCG vai ocorrer um dia antes de um encontro similar dos ministros das Relações Exteriores da Liga Árabe, que irá condenar o ataque às legações diplomáticas sauditas.

A execução de Al Nimr provocou uma onda de críticas e protestos por parte da comunidade xiita do Oriente Médio, assim como distúrbios nos países com população xiita, caso do Irã.

O clérigo saudita foi condenado à morte por desobedecer às autoridades e instigar à violência sectária com o apoio aos protestos contra o governo saudita em 2011 e 2012.

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