UE, Japão e Coreia do Sul pedem reação forte após teste nuclear norte-coreano

Bruxelas, 6 jan (EFE).- A União Europeia (UE), o Japão e a Coreia do Sul defenderam nesta quarta-feira uma reação internacional forte, coordenada e unida se for confirmada a realização de um teste nuclear com uma bomba de hidrogênio anunciado pela Coreia do Norte.

A chefe da diplomacia da União Europeia (UE), Federica Mogherini, conversou por telefone com os ministros das Relações Exteriores da Coreia do Sul, Yun Byung-se, e do Japão, Fumio Kishida, para abordar a situação após o teste nuclear que a Coreia do Norte garante ter realizado hoje, informou o Serviço Europeu para Ação Externa.

Mogherini e os chanceleres japonês e sul-coreano concordaram que é preciso verificar o anúncio feito por Pyongyang. Se confirmado, eles afirmaram que tal ação representa "uma grave violação das obrigações internacionais da Coreia do Norte e uma ameaça à paz e à segurança de toda região do nordeste da Ásia".

Os três também abordaram os próximos passos para lidar com a crise, começando pela reunião de emergência convocada pelo Conselho de Segurança da ONU hoje. E destacaram que é preciso uma "reação forte, coordenada e unida da comunidade internacional", incluindo da ONU e do G7, que atualmente é presidido pelo Japão.

Mais cedo, Mogherini tinha pedido em comunicado que a Coreia do Norte se envolva em um novo diálogo com a comunidade internacional e ponha um fim ao seu "comportamento ilegal e perigoso".

"Peço à Coreia do Norte que volte a se comprometer em um diálogo crível e frutífero com a comunidade internacional, em particular no âmbito das conversas a seis partes (Estados Unidos, China, Rússia, Japão e as duas Coreias), e também o fim desse comportamento ilegal e perigoso", acrescentou a chefe da diplomacia europeia.

A Coreia do Norte anunciou hoje em sua emissora estatal de televisão que realizou o primeiro teste com uma bomba nuclear de hidrogênio, pouco depois da detecção de um terremoto de magnitude 5,1 graus na escala Richter no nordeste do país, como consequência da operação atômica.

Caso confirmado, este seria o primeiro teste realizado pelo regime de Pyongyang com uma arma termonuclear, mais poderosa que os dispositivos atômicos convencionais usados pelo país em seus três testes anteriores de 2006, 2009 e 2013.

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