Burkina Fasso dá andamento à transição com nomeação do primeiro-ministro

Ouagadogou, 7 jan (EFE).- O presidente de Burkina Fasso, Christian Kabore, nomeou nesta quinta-feira Paul Thieba Kaba novo primeiro-ministro, cuja missão será liderar o governo que completerá a transição democrática após um ano de crise política.

A nomeação do primeiro-ministro ocorreu depois que, no final de dezembro, Kabore -antigo ministro do ex-presidente Blaise Compaoré que passou para oposição- jurou seu cargo após ganhar as eleições presidenciais com 53% dos votos, convertendo-se no segundo presidente civil eleito na história do país.

Há poucos dias, também foi nomeado o novo presidente do parlamento burquinês, Salif Diallo.

Embora Paul Thieba Kaba, de 55 anos, não seja muito conhecido em Burkina, é um especialista financeiro do Banco Central dos Estados de África Ocidental (BCEAO).

Kaba terá que renovar a economia afetada pela insurreição e a tentativa de golpe de Estado de setembro que ameaçou acabar com a transição.

Também terá que satisfazer as necessidades exigidas pela população sobre questões como governança e justiça, como é o caso de Thomas Sankara, ex-presidente assassinado em estranhas circunstâncias em 1987.

Recentemente, um tribunal militar emitiu uma ordem internacional para capturar o ex-presidente Compaoré, que se encontra exilado em Costa do Marfim, e acusou do assassinato de Sankara vários de seus aliados.

Com a realização de eleições livres em 29 de novembro, este país de África Ocidental embarcou em processo democrático para superar um ano de crise política iniciada em outubro de 2014, quando um levantamento popular forçou a renúncia de Compaoré, após quase três décadas no poder.

Compaoré tinha tentado se perpetuar no cargo modificando a Constituição, que limita a dois o número de mandatos presidenciais.

A história de Burkina Fasso está marcada por uma instabilidade política que reportou seis golpes de estado desde que alcançou sua independência da França, em 1960.

O último destes levantamentos foi perpetrado em setembro por uma facção do Exército, que deteve o presidente da transição, Michel Kafando, e seu primeiro-ministro, Isaac Zida, antes que mediadores regionais forçaram os golpistas a devolver o poder às autoridades de transição.

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