Damasco permite entrada de ajuda em área com 42 mil pessoas

Damasco, 7 jan (EFE).- O governo da Síria aprovou nesta quinta-feira a entrada de ajuda humanitária da ONU na cidade de Madaya, na periferia de Damasco, onde há cerca de 42 mil pessoas sitiadas que correm o risco de morrer de fome, segundo o organismo internacional.

Em comunicado conjunto, os coordenadores humanitários da ONU para a crise na Síria, Jacoub el Hillo e Kevin Kennedy, assinalaram que, além de receber permissão para entrar em Madaya, a ONU também tem o sinal verde das autoridades sírias para ter acesso aos povoados de Fua e Kefraya, no norte do país.

Os coordenadores anteciparam que os preparativos já estão em andamento para levar ajuda a essas localidades nos próximos dias.

A nota destaca que a ONU recebeu informações confiáveis de que várias pessoas morreram recentemente de fome em Madaya.

Uma delas é um homem de 53 anos que faleceu há dois dias devido à escassez de comida, enquanto os outros cinco membros de sua família sofrem de desnutrição grave.

O texto lembra que a última vez que um comboio de assistência da ONU, do Comitê Internacional da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho Sírio entrou em Madaya foi no dia 18 de outubro, embora em dezembro doentes tenham sido retirados do local.

Desde então, a ONU não pôde entrar na cidade, apesar de ter solicitado em várias ocasiões.

Nesse sentido, Hillo e Kennedy renovaram o apelo da ONU para poder ter acesso "sem impedimentos" a áreas difíceis de se chegar e a regiões sitiadas na Síria.

Concretamente, eles expressaram sua preocupação com o destino de 400 mil pessoas sitiadas em 15 lugares assediados, como a cidade de Deir ez Zor, no nordeste, os povoados de Fua e Kefraya, no noroeste, além de Daraya e de outras áreas dos arredores de Damasco.

O texto ressalta que durante o ano passado apenas 10% dos pedidos de ajuda humanitária em áreas cercadas da Síria foram atendidos.

Segundo dados da ONU, 4,5 milhões de pessoas na Síria vivem em áreas de difícil acesso, que incluem 400 mil que habitam em áreas assediadas.

A nota assinala que a lei humanitária proíbe atacar civis, o que inclui deixá-los morrer por inanição como tática de guerra.

Madaya está cercada há 177 dias pelas tropas do regime sírio e de seu aliado, o grupo xiita libanês Hezbollah, segundo o Observatório Sírio de Direitos Humanos.

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