Kerry diz que implementação de acordo nuclear com Irã pode acontecer em breve

Washington, 7 jan (EFE).- O chefe da diplomacia dos Estados Unidos, John Kerry, disse nesta quinta-feira que a implementação do acordo nuclear entre Irã e o grupo de seis potências pode acontecer "mais cedo que se pensa".

"Falei esta manhã com o ministro de Relações Exteriores iraniano, Mohamad Javad Zarif, e ele me deixou claro que eles tentam cumprir suas obrigações tão rápido quanto seja possível. E nós estamos comprometidos a estar preparados para atuar nesse dia", afirmou Kerry em declarações antes da entrevista coletiva diária de seus porta -vozes.

"Acredito que poderia chegar, sem ser específico, mais cedo que se pensa", se limitou a dizer o secretário de Estado.

"Já vimos resultados muito significativos. O Irã enviou para fora do país a maioria de suas reservas de urânio enriquecido em um navio russo que eliminará qualquer potencial de fabricação de bomba nele", explicou Kerry.

"Com isto, o Irã jogou fora literalmente sua capacidade de construir uma arma nuclear. Passamos de dois meses de tempo para conseguir uma ogiva nuclear a nove meses da noite para o dia. E nos próximos dias, quando completarem suas obrigações, teremos alcançado o objetivo de ampliar esse tempo a mais de um ano", acrescentou.

Kerry ressaltou, no entanto, que os EUA devem continuar garantindo que o Irã segue cumprindo seus compromissos e, ao mesmo tempo, abordando as dúvidas que despertam as atividades do regime de Teerã na região.

"Além disso, seguiremos pressionando para que voltem para casa os americanos que foram injustamente detidos", destacou.

O Irã garantiu no último dia 15 de dezembro que espera ter tudo pronto para implementar o acordo atômico multilateral "em duas ou três semanas", após a conclusão nesse dia das investigações sobre possíveis dimensões militares de seu programa nuclear feitas pela Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).

O Irã precisa desmantelar dois terços de suas centrífugas para enriquecer urânio, reduzir suas reservas desse material e transformar o reator de água pesada de Arak para evitar que produza plutônio.

O Irã e as cinco potências com direito a veto no Conselho de Segurança da ONU (EUA, França, Grã-Bretanha, China e Rússia) mais a Alemanha (5+1) assinaram em 14 de julho do ano passado um pacto que prevê a redução das capacidades nucleares iranianos em troca da suspensão das sanções econômicas impostas pelo Ocidente sobre a república islâmica.

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