Militares venezuelanos criticam retirada de retratos de Bolívar e Chávez

Caracas, 7 jan (EFE).- A Força Armada Nacional Bolivariana (FANB) expressou nesta quinta-feira sua "profunda indignação" pelo "ultraje" da retirada dos retratos de Simón Bolívar e Hugo Chávez da sede da Assembleia Nacional (AN) da Venezuela ordenada pelo presidente do Legislativo, agora de maioria opositora, Henry Ramos Allup.

"A FANB, em inquebrantável unidade e consciente do momento histórico que vive nosso país, expressa a todo o povo bolivariano sua profunda indignação pela forma desrespeitosa, carregada de soberba e desprezo, com que se ordenou retirar as imagens", disse o ministro da Defesa, Vladimir Padrino, que leu um comunicado das forças armadas.

Em um ato de desagravo no Cuartel de la Montaña de Caracas, onde repousam os restos de Chávez, Padrino considerou, acompanhado de dezenas de chefes militares e soldados, além de representantes do governo, "um ultraje à FANB, à honra militar e à pátria toda" a retirada das imagens.

O ministro disse, ao ler o comunicado, que Simón Bolívar é o "pai da pátria" que representa "um símbolo sagrado" para os venezuelanos e seus retratos "foram e serão sempre objeto de admiração e respeito".

Além disso, o comunicado da FANB ressalta que "o comandante supremo Hugo Chávez é um filho insigne desta nação" que se baseou "no ideário e na ação de Bolívar" e "empreendeu a colossal empresa de transformar os destinos do país para resgatar um povo oprimido por uma oligarquia".

A FANB também destacou que o presidente Maduro "é a máxima autoridade do Estado, eleito pelo voto popular, que enfrentando complexos obstáculos, adversidades de todo tipo, e seguindo os indeléveis passos de Bolívar, hoje lidera acertadamente a consecução dos mais elevados interesses do país".

O prefeito do município de Libertador, cuja capital é Caracas, Jorge Rodríguez, ordenou mais cedo que se instalasse imagens de Bolívar e de Chávez nas ruas da cidade em desagravo a uma decisão de Ramos Allup de retirar suas imagens da sede do Legislativo.

Ramos Allup defendeu hoje sua decisão de retirar as imagens do falecido líder da chamada revolução bolivariana, e de seu sucessor, por considerá-las um "abuso" contra a independência do Poder Legislativo.

O novo presidente do parlamento ressaltou que a instrução de retirar as imagens do herói abrangia apenas aquelas que se tratam de uma simulação do rosto de Bolívar, produto de um estudo ordenado por Chávez, através da análise dos ossos do personagem histórico, mas não afetava as pinturas originais do libertador.

Com esta decisão "o que houve é uma reparação ou substituição de um abuso (...) porque, reitero, enquanto eu for presidente da Assembleia Nacional, o único retrato que vai haver é o retrato original de Simón Bolívar, não a cópia falsificada feita por um computador", afirmou Ramos Allup.

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