Rússia nega acordo em Viena para que Assad deixe o poder em março de 2017

Moscou, 7 jan (EFE).- A Rússia negou nesta quinta-feira nas reuniões em Viena para a regulação do conflito na Síria que acordou que o presidente do país, Bashar Al Assad, deixará o poder depois de março de 2017.

"Pode ser que eles (EUA) tenham tais planos, mas isso não foi o acordado em Viena", disse Mikhail Bogdanov, vice-ministro das Relações Exteriores, à agência "Interfax".

Bogdanov ressaltou que a Rússia mantém inváriavel sua postura de que "o futuro da Síria, incluído seus dirigentes, será decidido pelo povo sírio".

"Isso é o que está escrito nos acordos de Viena", acrescentou.

Segundo informou a imprensa americana, que cita documentos oficiais, a Casa Branca espera que Assad permaneça no poder até março de 2017, de acordo com o processo de transição política na Síria.

A princípio, um governo de transição substituiria o regime de Assad e depois seriam realizadas novas eleições em agosto de 2017 com a participação da oposição.

Em Viena foi acordada a convocação das eleições e a aprovação de uma nova Constituição, e foi abordada uma possível cessação do fogo, que não incluiria os jihadistas, mas não houve acordo a respeito de Assad.

Embora o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, insista em exigir a renúncia de Assad, o secretário de Estado americano, John Kerry, parece mais disposto do que nunca a permitir que o líder sírio permaneça por enquanto no poder.

A Rússia desvincula o destino de Assad de regulação política na Síria e insiste em se concentrar em iniciar o mais rápido possível as negociações entre o governo e a oposição sírias, e em expulsar o Estado Islâmico para evitar a desintegração do país.

Assad considera que conta com o apoio da maioria de seu povo e mantém que seu futuro político depende exclusivamente da vontade dos sírios expressada democraticamente em umas eleições e não pode ser decidido sob mesa por potências estrangeiras.

Da mesma forma que os russos, os iranianos descartam uma pronta renúncia de Assad, enquanto os rebeldes sírios e potências regionais como a Turquia, Arábia Saudita e Catar demandam a imediata saída do líder sírio, ao que acusam de massacrar a seu povo.

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