Ataque em hotel no Egito deixa 2 turistas austríacos e 1 sueco feridos

Cairo, 8 jan (EFE).- Pelo menos dois turistas austríacos e outro sueco ficaram feridos nesta sexta-feira em um ataque de dois homens armados em um hotel na cidade turística egípcia de Hurgada, no litoral do Mar Vermelho, informou o Ministério de Interior egípcio.

Inicialmente, uma fonte de segurança havia dito à Agência Efe que os feridos eram uma turista alemã e outra dinamarquesa, e que o grupo de criminosos estava composto por três pessoas.

No entanto, a nota do Interior reduziu o número de criminosos a dois e detalhou que um deles foi abatido pela polícia e que o outro está ferido.

Por sua parte, o ministro de Turismo do Egito, Hisham Zazu, disse à Efe que o ataque foi uma tentativa de roubo e que as forças de segurança mataram os assaltantes, que só utilizaram armas brancas.

A nota do Interior acrescentou que os criminosos entraram no hotel Bella Vista por meio do restaurante exterior e ameaçaram os clientes com uma arma branca.

As forças de segurança do hotel dispararam contra eles quando tentaram escapar, o que causou a morte de um deles, um jovem de 21 anos residente na cidade de Giza, vizinha ao Cairo, acrescentou a nota.

O Ministério acrescentou que os criminosos tinham uma pistola de som e que os turistas ficaram feridos durante a fuga dos agressores.

Os feridos foram transferidos ao hospital para receber tratamento e um deles já deixou o centro médico, de acordo com a fonte.

Além disso, vários meios de comunicação egípcios asseguraram que as forças de segurança fecharam todos os acessos à cidade.

Ontem, vários jovens lançaram morteiros e dispararam balas de chumbo contra os policiais postados na porta de um hotel da rede espanhola Barceló perto das Pirâmides de Giza, no sudoeste do Cairo, sem causar vítimas, informaram à Efe fontes de segurança e do estabelecimento.

Hoje, o grupo Estado Islâmico (EI) reivindicou esse ataque em comunicado e ressaltou que foi realizado contra um "ônibus turístico no qual se encontravam judeus" estacionado na porta do estabelecimento.

Além disso, a organização jihadista assinalou que esse ataque foi cometido com armas leves e causou "mortos e feridos entre os judeus e as forças que custodiavam o hotel", algo que as autoridades egípcias e os responsáveis do hotel negaram.

O Executivo egípcio não falou em nenhum momento da possibilidade que esse ataque fosse um atentado terrorista.

Os ataques terroristas aumentaram no Egito desde o golpe militar de julho de 2013 que derrubou o então presidente islamita Mohammed Mursi e normalmente têm como alvo as forças de segurança.

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