EI reivindica ataque em frente a hotel no Cairo

Cairo, 8 jan (EFE).- O grupo terrorista Estado Islâmico (EI) reivindicou nesta sexta-feira a autoria do ataque de ontem em frente ao hotel da rede espanhola Barceló, no Cairo, e que seu alvo era um "ônibus turístico em que haviam judeus", estacionado na porta do estabelecimento.

Em comunicado divulgado em fóruns jihadistas, o EI assinalou que esse ataque foi cometido com armas leves e deixou "mortos e feridos entre os judeus e as forças que protegiam o hotel", o que as autoridades egípcias negaram ontem.

Além disso, o EI assinalou que os agressores "voltaram às suas posições sãos e salvos", o que contradiz a versão das autoridades egípcias, que disseram ter prendido um deles.

O grupo jihadista detalhou que cometeu o ataque "em resposta ao chamado de (líder do EI) Abu Bakr al Bagdadi de atacar os judeus onde quer que estejam".

"Que saibam os judeus que estamos nos aproximando deles dia após dia", acrescentou o comunicado.

Segundo a versão das autoridades egípcias e dos responsáveis do hotel, vários jovens lançaram ontem coquetéis molotov e dispararam balas de chumbo contra os policiais que estavam em frente à porta do hotel Barceló Cairo Pyramids e os veículos estacionados na entrada.

O ataque só quebrou o vidro da porta do hotel e algumas janelas de um ônibus estacionado por ali, em que estavam dois turistas árabe-israelenses, que não ficaram feridos e que pertenciam a um grupo que deixava o hotel nesse momento, informou ontem a Agência Efe o gerente, Sherif Mohammed.

Além disso, o gerente indicou que não achava que se tratasse de um ataque terrorista, mas de vandalismo.

Um comunicado do Ministério de Interior do Egito informou que quando os agentes tentaram dispersar o grupo, um homem disparou contra eles, que perseguiram os agressores.

A nota acrescentou que as forças de segurança conseguiram deter um deles e estavam tentando identificar o restante, mas que em nenhum momento se falou de ataque terrorista.

O hotel, de quatro estrelas, fica perto das Pirâmides de Giza, região em que já não há mais tantos turistas como antigamente por causa da instabilidade no país.

A rede Barceló tem dois hotéis no Egito, o do Cairo e um na cidade turística de Sharm el-Sheikh, no sul da Península do Sinai.

Os ataques terroristas aumentaram no Egito desde o golpe militar de julho de 2013, que derrubou o então presidente islamita Mohammed Mursi e têm normalmente as forças de segurança como alvo.

O único atentado registrado contra um alvo turístico ano passado foi em junho, perto do templo faraônico de Karnak, na cidade de Luxor, em que só morreram dois terroristas.

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