Palestinos acusam governo israelense de contínuos crimes e execuções

Jerusalém, 8 jan (EFE).- A Autoridade Nacional Palestina condenou nesta sexta-feira os contínuos "crimes e execuções" por parte do governo do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e qualificou o assassinato de quatro adolescentes palestinos na quinta-feira passada por soldados israelenses de "massacre".

Em comunicado divulgado pela agência "Maan", o Ministério das Relações Exteriores palestino diz que a morte dos quatro jovens representa um "perigoso agravamento" na situação política atual.

A Autoridade Palestina critica também as "falsas desculpas e reivindicações de Israel para justificar suas execuções de palestinos".

Os quatro, que tinham entre 16 e 19 anos e procediam da aldeia de Sair, do distrito cisjordaniano de Hebron, morreram ontem em dois fatos separados, três deles em uma tentativa de ataque com facas a soldados israelenses e o quarto em outro ataque em um controle no norte de Hebron.

O Ministério expressa seu desgosto pelo silêncio da comunidade internacional e das organizações de defesa dos direitos Humanos em relação à atuação de Israel na atual onda de violência que começou em outubro do ano passado.

"É suficiente para um israelense gritar 'terrorista' para um palestino que esteja perto para que este vire alvo de disparos sem que antes verifiquem os fatos ou tentem detê-lo", lamentou a Autoridade Palestina.

Desde 1º de outubro de 2015 cerca de 145 palestinos morreram em ações das forças armadas e de segurança israelenses, mais da metade deles em supostos ataques contra israelenses que custaram a vida de 22 israelenses e três estrangeiros.

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