Policial é ferido na Filadélfia (EUA) por suposto seguidor do EI

Washington, 8 jan (EFE).- Um policial foi gravemente ferido na noite de quinta-feira na Filadélfia, nos Estados Unidos, pelos disparos de um agressor que afirmou ter agido "em nome do Islã" e jurou lealdade ao grupo jihadista Estado Islâmico (EI), informaram nesta sexta-feira as autoridades locais.

O suspeito, um homem de 30 anos identificado como Edward Archer, foi detido pouco depois de disparar 13 vezes com uma arma roubada em direção ao veículo onde se encontrava o agente, que recebeu três tiros no braço.

No interrogatório, o homem confessou que cometeu este ato covarde "em nome do Islã" por considerar que as autoridades da cidade aplicam leis que são contrárias ao Corão, disse o comissário de polícia da Filadélfia, Richard Ross, em entrevista coletiva.

"Ele afirmou que jura lealdade ao Estado Islâmico, que segue Alá, e que essa é a razão pela qual se sentiu chamado a fazer isso", detalhou o capitão da polícia da Filadélfia, James Clark, na mesma entrevista coletiva.

O agente ferido é Jesse Hartnett, de 33 anos, que foi transferido para um hospital local e precisou passar por várias intervenções cirúrgicas.

"Temos muita sorte, é tudo o que posso dizer. Não posso acreditar que ele tenha conseguido sobreviver", comentou Ross sobre seu colega.

As autoridades descreveram o ataque como uma emboscada que aconteceu sem qualquer tipo de provocação por parte de Harnett, que vestia seu uniforme e se encontrava dentro de um veículo policial quando o suspeito começou a atirar contra ele, enquanto se aproximava da viatura, conforme revelam imagens captadas do incidente.

Archer também ficou ferido pelos disparos de Harnett e foi detido pouco depois pelas autoridades, que apreenderam uma pistola semiautomática que tinha sido roubada em 2013 da casa de um policial.

O FBI, a polícia federal dos EUA, está colaborando nas investigações da polícia local que, por enquanto, não tem provas que o suspeito tivesse algum cúmplice, segundo Ross.

O ataque aconteceu pouco mais de um mês depois que um casal de supostos seguidores do EI mataram 14 pessoas e feriram mais de 20 em San Bernardino, na Califórnia, em um atentado que os investigadores do FBI vinculam com o extremismo islamita.

O prefeito da Filadélfia, Jim Kenney, afirmou hoje que o agressor "não representa o Islã" e é meramente "um criminoso com uma arma roubada que tentou matar" um agente policial.

"Isto não tem nada a ver com ser muçulmano, nem com seguir a fé muçulmana", acrescentou Kenney na entrevista coletiva.

As autoridades fizeram buscas hoje em dois imóveis supostamente relacionados com Archer e rastrearam seu histórico na Internet à procura de possíveis conexões com grupos jihadistas.

A mãe do suspeito, Valerie Holliday, disse ao jornal "The Philadelphia Inquirer" que Archer tinha batido a cabeça em um acidente e "estava se comportando de forma estranha ultimamente".

"Ele ouvia vozes em sua cabeça. Pedimos que procurasse ajuda médica", comentou Holliday, que descreveu seu filho como um muçulmano devoto que praticou a fé "durante muito tempo".

Jacob Bender, líder local do Conselho sobre as Relações Islâmicas nos Estados Unidos, afirmou ao mesmo jornal que o nome de Archer não era familiar entre os imãs com os quais falou hoje sobre o fato.

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