Coreia do Sul diz que não detectou movimentos do Norte na fronteira

Seul, 9 jan (EFE).- O exército da Coreia do Sul anunciou neste sábado que não detectou movimentos significativos das tropas norte-coreanas em torno da fronteira entre os dois países, onde Seul retomou ontem a transmissão de propaganda contra o Norte em resposta ao recente teste nuclear de Pyongyang.

"Não detectamos nenhum movimento especial por parte do exército da Coreia do Norte", explicou hoje um porta-voz militar da Coreia do Sul à agência "Yonhap".

"Hoje, sábado, continuaremos transmitindo (propaganda) de 10 pontos próximos da fronteira", acrescentou a fonte.

Depois que Seul voltou a emitir ontem mensagens contra do regime de Kim Jong-un a partir dos alto-falantes instalados na fronteira, Pyongyang reforçou a vigilância e também acionou seus próprios dispositivos sonoros para interferir nas mensagens sul-coreanas, mas não fez nenhuma outra ação.

Em todo caso, Pyongyang criticou ontem, pela primeira vez, a resposta de Seul através de Kim Ki-Nam, um funcionário do alto escalão do Partido dos Trabalhadores.

Em imagens exibidas pela televisão estatal "KCTV" durante um evento em Pyongyang para celebrar o último teste nuclear, Kim disse que os Estados Unidos "e seus seguidores" (em referência à Coreia do Sul) estão "levando a situação para uma guerra".

A última vez que a Coreia do Sul acionou seus alto-falantes foi em agosto do ano passado por causa de um suposto ataque norte-coreano com minas antipessoais. O Norte respondeu com disparos contra os dispositivos sonoros e os dois exércitos acabaram trocando fogo de artilharia na fronteira.

No dia 25 de agosto, após uma longa negociação, os dois países chegaram a um acordo que esfriou o nervosismo que pairava na península.

Desta vez, a decisão de Seul é uma resposta ao que considera uma "clara violação" do pacto de agosto: o teste nuclear que Pyongyang executou na quarta-feira e no qual garantiu ter detonado pela primeira vez uma bomba termonuclear, um acontecimento do qual a maior parte dos especialistas consideram pouco provável.

O anúncio do novo teste nuclear da Coreia do Norte aumentou a tensão regional, provocou a condenação de boa parte da comunidade internacional e motivou o Conselho de Segurança da ONU a discutir possíveis novas sanções para o regime norte-coreano.

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