Polícia dissolve manifestação da Pegida e da extrema-direita em Colônia

Berlim, 9 jan (EFE).- A Polícia de Colônia, na Alemanha, dissolveu neste sábado uma passeata de centenas de simpatizantes do grupo Patriotas Europeus contra a Islamização do Ocidente (Pegida) e do partido ultradireitista "Pro Köln", convocada após a série de agressões sexuais a mulheres registrada na noite de Ano Novo.

Os policiais, que foram atacados com garrafas e bombinhas, utilizaram canhões d'água para dispersar os manifestantes, identificados pela imprensa local como membros do grupo "Hooligans gegen Salafisten", informou a polícia através de suas contas nas redes sociais. Este movimento ultradireitista protagonizou uma batalha campal nessa cidade alemã em 2014, quando seus integrantes se enfrentaram com à polícia e 50 agentes ficaram feridos.

Pegida e "Pro Köln" tinham convocado seus simpatizantes em Colônia para um protesto pelos acontecimentos na noite do Réveillon. Na ocasião, várias mulheres relataram terem sido sexualmente agredidas no centro da cidade supostamente por refugiados da África e do Oriente Médio.

Perante a convocação de uma contramanifestação por parte de grupos antifascistas, a polícia enviou 1.700 homens para evitar enfrentamentos e incidentes. Pouco antes do início das duas manifestações, 1.000 mulheres se reuniram para protestar contra o racismo e o sexismo nas escadarias da emblemática Catedral de Colônia.

O alerta gerado por esse fato abriu um grande debate na Alemanha e aumentou depois de ser revelado que entre os envolvidos identificados pela polícia havia solicitantes de asilo.

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