Cameron acredita que saída do Reino Unido da UE "não é a solução"

Londres, 10 jan (EFE).- O primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, afirmou neste domingo que uma hipotética saída do Reino Unido da União Europeia (UE) "não seria a solução", e insistiu que o governo "fará todo o possível para facilitá-lo" se assim "o povo decidir" no referendo marcado para o final de 2017.

Em entrevista à rede "BBC", o líder conservador disse que espera chegar a um acordo na reunião prevista para 18 de fevereiro sobre as reformas propostas.

"Não acho que o 'brexit' (saída do a UE) seja a solução, mas se consideram que essa é a resposta faremos todo o necessário para torná-lo possível", garantiu Cameron ao ser questionado sobre se o governo "está preparado para a possibilidade de abandonar a UE".

"Espero que cheguemos a um acordo em fevereiro, e se acontecer poderemos realizar o referendo. Isso é o que eu gostaria ver", disse ele, que deixou claro que a votação poderia atrasar se um acordo no Conselho Europeu não for fechado mês que vem.

Cameron reiterou que é partidário de permanecer em uma "UE reformada", mas insistiu que não descarta defender uma saída do bloco se não conseguir as reformas propostas. O chefe do Executivo britânico pretende revisar a proteção que o mercado único dá aos membros que não utilizam o euro e propõe mudanças na regulação comunitária para aumentar a competitividade.

Ele também quer garantir uma maior soberania aos Parlamentos nacionais e limitar as ajudas sociais que podem optar os cidadãos europeus residentes no Reino Unido. Na entrevista, o líder conservador deixou claro que não renunciará ao cargo se o país optar no referendo pela saída da União Europeia.

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