Entrada de ajuda humanitária em Madaya é adiada para segunda-feira

Cairo, 10 jan (EFE).- A distribuição de ajuda humanitária na cidade síria de Madaya, onde há 42 mil pessoas isoladas e em situação desesperada de crise de fome, não vai acontecer neste domingo como esperava o Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV).

O CICV anunciou em sua conta oficial no Twitter que a operação não começará antes de segunda-feira e que os preparativos continuam para permitir a entrada de um comboio de alimentos e remédios nesta cidade.

Seu porta-voz na Síria, Pawel Krzysiek, havia explicado à Agência Efe por telefone que a ajuda consiste, sobretudo, em remédios e comida, e em produtos básicos como cobertores.

A última vez que organizações humanitárias conseguiram entrar com alimentos em Madaya foi em 17 de outubro, e depois disso o cerco das forças do regime sírio se intensificou.

Segundo dados da ONG Médicos sem Fronteiras, pelo menos 23 pessoas morreram de fome desde 1º de dezembro no hospital em que oferecem apoio nesta cidade.

Madaya, ao noroeste de Damasco e perto da fronteira com o Líbano, está sob controle da oposição e é alvo de um assédio há seis meses pelas forças do regime sírio e de seu aliado, o grupo xiita libanês Hezbollah.

Também está previsto o envio de comboios humanitários às cidades de Fua e Kefraya, na província de Idlib, que estão cercadas pela Frente al Nusra, filial síria da Al Qaeda.

Na quinta-feira, a ONU anunciou que o Executivo de Damasco tinha autorizado a distribuição de ajuda em Fua, Kefraya e Madaya.

Um total de 4, 5 milhões de pessoas vivem em zonas de difícil acesso na Síria, número que inclui 400 mil em áreas cercadas, pelo regime ou pela oposição, segundo dados da ONU.

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