Ministro de justiça alemão acredita que ataques de Colônia foram planejados

Berlim, 10 jan (EFE).- O ministro de Justiça da Alemanha, Heiko Maas, afirmou neste domingo acreditar que as maciças agressões sexuais registradas durante a noite de ano novo em Colônia foram planejadas, e pediu às forças de segurança que investigar as possíveis conexões entre os envolvidos.

"Quando uma horda assim se junta para cometer delitos, parece que tem que ter sido planejado de forma alguma. Ninguém pode me dizer que isso não esteve coordenado ou preparado", ressaltou em uma entrevista ao dominical "Bild am Soontag".

Segundo os últimos dados da polícia de Colônia, já foram apresentadas 379 denúncias por crimes cometidos em frente à estação de trem dessa cidade alemã na noite de 31 de dezembro, 40% de agressões sexuais, e a maioria dos investigados é de países norte-africanos.

A maior parte dos investigados são solicitantes de asilo e pessoas em situação ilegal na Alemanha, embora a polícia ainda analise por quais crimes estas pessoas serão acusadas.

Maas, que desde o primeiro momento pediu para investigar se se tratava de uma nova forma de criminalidade organizada, considera evidente que a data para o ataque foi escolhida para ser uma em que haveria muita gente na rua.

A polícia, apontou o jornal, investiga mensagens enviadas pelas redes sociais nas vésperas do ano novo por homens norte-africanos, e a presença em Colônia de pessoas que chegaram dos arredores e também de países vizinhos: Bélgica, Holanda e França.

Segundo o "Welt am Soontag", o Escritório Federal de Investigação Criminal (BKA) se propõe atuar firmemente contra o assédio sistemático a mulheres por grupos de homens, um fenômeno detectado nos países árabes durante grandes concentrações.

O BKA está analisando a informação, entregue por diferentes estados federados, para fazer uma radiografia completa da situação e poder tomar medidas.

Segundo dados divulgados pela polícia e testemunhos de várias vítimas, cerca de mil homens, a maioria aparentemente de países árabes e norte-africanos, estavam reunidos na noite de reveillon em frente à estação de trem de Colônia, junto à emblemática catedral da cidade.

Muitas mulheres que passavam por ali foram rodeadas por grupos de homens e sofreram agressões sexuais e roubos.

Fatos muito parecidos foram registrados na cidade de Hamburgo, no norte da Alemanha, onde a polícia já registrou 108 denúncias.

A chanceler alemã, Angela Merkel, defendeu ontem as propostas apresentadas por seu partido, o União Democrata-Cristã (CDU), para excluir do direito de asilo os refugiados condenados a prisão e também à liberdade condicional - que é concedida quando a pena é inferior a dois anos - e facilitar sua expulsão do país.

O ministro de justiça lembrou hoje que desde 1º de janeiro é possível expulsar uma pessoa que seja condenada a um ano de prisão e considerou possível aplicar a medida no caso de Colônia.

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