Mulher etíope é executada na Arábia Saudita por assassinar sua patroa

Riad, 10 jan (EFE).- A Arábia Saudita executou neste domingo, na cidade de Al Taif, no oeste do reino, uma mulher etíope condenada à morte por assassinar sua ex-patroa saudita.

O ministério do Interior saudita informou que a executada trabalhava como empregada doméstica na casa da vítima, a quem matou golpeando nas costas e na cabeça com um machado.

Após o crime, que não teve a data divulgada, a mulher etíope roubou um anel e dinheiro.

A sentença à pena capital foi ditada por um tribunal de primeira instância, ratificada pela Corte de Apelações e pelo Supremo, e depois aprovada por decreto real.

A aplicação da pena de morte na Arábia Saudita disparou desde a chegada ao trono de Salman bin Abdelaziz, no começo de 2015.

Ano passado houve 150 execuções no país, que segue uma estrita versão da sharia, a lei islâmica, um número muito superior as 90 de 2014, segundo organizações de direitos humanos.

As autoridades sauditas executaram em 2 de janeiro 47 pessoas, a maioria de extremistas sunitas, na maior execução simultânea realizada no reino em décadas.

Entre eles estava o clérigo xiita Nimr Baqir al Nimr, o que despertou fortes críticas da comunidade xiita de vários países do Oriente Médio e elevou a tensão entre a Arábia Saudita e o Irã.

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