Irmã de Felipe VI e seu marido chegam ao prédio onde serão julgados

Palma de Mallorca (Espanha), 11 jan (EFE).- A infanta Cristina, irmã do rei Felipe VI, e seu marido, Iñaki Urdangarin, chegaram ao edifício onde comparecerão nesta segunda-feira como réus na primeira sessão de um julgamento por corrupção.

Cristina de Borbón e seu marido são acusados no Caso Nóos, que julga a atividade da fundação presidida pelo cunhado do rei e o suposto desvio de US$ 6,6 milhões (R$ 1,65 bilhão) de recursos públicos.

Pouco antes, o casal entrou nas dependências em Palma de Mallorca (nas Ilhas Baleares) e não parou para falar com as dezenas de jornalistas que esperam às portas do edifício, embora a infanta cumprimentou com "olá" os jornalistas.

Minutos antes seus respectivos advogados chegaram, que neste primeiro dia de julgamento apresentarão as questões prévias.

A defesa da irmã do rei solicitará ao tribunal que ela seja isentada da acusação de crime fiscal argumentando que a única parte acusadora, o sindicato Mãos Limpas, não está legitimado para colocá-la no banco dos réus.

A infanta é acusada de ser cúmplice em dois delitos fiscais de seu marido; e o Mãos Limpas pede que seja condenada a oito anos de prisão, mas os advogados pedirão que seja isentada pela aplicação da chamada doutrina Botín.

Esta jurisprudência surgiu pelo processo, em 2007, contra o ex-presidente do Banco Santander, o falecido Emilio Botín.

Ela estabelece que não se pode julgar um acusado se só há acusações populares contra ele, circunstância da infanta, já que nem a promotoria, nem a Advocacia do Estado apresentaram acusações contra ela.

A promotoria Anticorrupção e a Advocacia do Estado pediram que a ação fosse suspensa para a infanta, embora a considerem responsável civil, por ter se beneficiado de 587.413 euros (cerca de R$ 2,5 milhões), segundo a promotoria; e de 168.571 euros (cerca de R$ 717 mil) segundo os representantes legais de Fazenda.

Iñaki Urdangarin, marido de Cristina, se condenado, pode pegar uma pena de até 26 anos de prisão, já que é acusado de tráfico de influência, desvio, prevaricação, fraude, fraude, falsidade, crimes contra a Fazenda e lavagem de dinheiro.

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