Opositores venezuelanos apresentam projeto de anistia para políticos presos

Caracas, 11 jan (EFE).- Um grupo de familiares, advogados e ativistas de direitos humanos consignou nesta segunda-feira perante o parlamento da Venezuela um projeto de lei de anistia que permitiria a libertação de, entre outros, o opositor Leopoldo López, condenado a quase 14 anos pelos incidentes violentos em uma passeata antigovernamental.

"Entregamos o projeto de anistia, um projeto bem feito por nossos advogados e organizações de direitos humanos(...) que vêm desde 2007 trabalhando em uma anistia", disse a jornalistas a esposa de López, Lilian Tintori, na sede da Assembleia Nacional (AN).

Tintori considerou que é "urgente" uma anistia para os opositores que estão sob detenção e que, segundo ela, estão sendo maltratados.

"Esta lei vai rodar o mundo, esta lei está sendo enviada a todos os Senados, Câmaras de Deputados e governos do mundo, para que a leiam e nos acompanhem neste processo histórico de libertação dos inocentes", acrescentou.

A apresentação incluiu dois projetos de anistia que foram elaborados "por cem catedráticos e acadêmicos ao longo de todo o território nacional que (...) decidiu apresentar à Assembleia Nacional as opções legais e possíveis para uma anistia", detalhou à emissora local "Unión Radio" o diretor da ONG Fórum Penal Venezuelano (FPV), Gonzalo Himiob.

Na apresentação estiveram presentes os parentes e os advogados de vários opositores presos acusados de diferentes delitos, mas que a oposição desse país considera serem "prisioneiros políticos", entre eles, a esposa do prefeito metropolitano de Caracas, Antonio Ledezma, Mitzy Capriles.

"A Lei de Anistia e Reconciliação Nacional nos enche de esperança", disse durante seu discurso na apresentação do projeto de anistia no parlamento a esposa de Ledezma, atualmente em prisão domiciliar acusado de "conspiração" contra o governo de Nicolás Maduro.

O projeto, que contém quase 30 artigos e faz parte de uma das principais propostas de campanha dos opositores nas eleições legislativas, poderia beneficiar não só os detidos durante os protestos antigovernamentais de 2014, mas "milhares" de pessoas que foram presas por diferentes delitos, explicou Himiob.

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