Recursos de "El Chapo" não afetam processo de extradição, diz procuradoria

Cidade do México, 11 jan (EFE).- Os recursos apresentados pelos advogados de Joaquín "El Chapo" Guzmán contra sua extradição aos Estados Unidos "não detêm o procedimento" e terão que ser desconsiderados porque a chancelaria mexicana não autorizou formalmente o trâmite para extraditá-lo, informou nesta segunda-feira a procuradoria.

"Estes recursos que são interpostos buscam precisamente que esta pessoa não seja extraditada, mas por não existir atualmente um acordo firme de extradição (a revisão e sinal verde da chancelaria) não há ato reclamado como tal. Portanto estes recursos terão que ser desconsiderados, não detêm o procedimento como tal", disse à Agência Efe José Manuel Merino, diretor-geral de Processos Internacionais da procuradoria do México.

Segundo Merino, Guzmán "apresentou cerca de sete recursos e nenhum foi resolvido a seu favor".

O funcionário disse que hoje a juíza do Nono Distrito de Amparo em Matéria Penal do Distrito Federal (a capital mexicana), María Catalina de la Rosa, admitiu para trâmite um recurso apresentado em 8 de janeiro pelos advogados do líder do Cartel de Sinaloa, horas após sua detenção.

No entanto, esclareceu que também não afeta o procedimento, como não fizeram os anteriores, e opinou que eles serão resolvido antes que possam afetar o processo.

"Considero que este recurso vai ser desconsiderado muito antes que nós tenhamos um acordo firme de extradição", declarou.

As autoridades do México reconheceram nesta segunda-feira que o processo para extraditar "El Chapo" Guzmán aos EUA pode durar de um a seis anos.

"O tempo médio é de um ano, mas quando há uma situação de apelações (por parte da defesa), pode levar de quatro a seis anos", disse à Agência Efe uma fonte oficial.

Segundo a fonte, após o cumprimento, no último fim de semana, das duas ordens de detenção de Guzmán com fim de extradição, "a autoridade jurisdicional correspondente foi notificada", e com isso "foi dado formalmente início ao processo".

As ordens partem de duas solicitações de tribunais da Califórnia e do Texas por diversos delitos, entre eles associação delituosa, crime organizado, contra a saúde, lavagem de dinheiro, homicídio e posse de armas de fogo.

A chancelaria determinou que os pedidos formais de extradição apresentados no ano passado pelos EUA reuniam os requisitos do tratado bilateral na matéria, por isso os transmitiu à procuradoria, a qual, após analisá-los, os apresentou perante dois juízes federais, que por sua vez outorgaram as ordens de captura com fins de extradição.

Uma vez que os juízes emitam uma opinião jurídica respectiva, os tribunais estão obrigados a transmitir os expedientes perante a chancelaria, a fim de que esta emita em um prazo de 20 dias úteis sua decisão sobre a entrega em extradição do reclamado.

No caso em que a chancelaria conceda a extradição, o narcotraficante direito a apresentar um recurso contra dita determinação.

E, se for confirmada a recusa dos julgamentos de recursos, será possível materializar sua entrega em extradição, segundo explicou a procuradoria no fim de semana passado.

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