Sobe para 5 o número de mortos em bombardeio contra hospital da MSF no Iêmen

Sana/Cairo, 11 jan (EFE).- O número de mortos no bombardeio de ontem contra um centro médico administrado pela Médicos Sem Fronteiras (MSF) no norte do Iêmen aumentou para cinco, informou nesta segunda-feira a ONG em comunicado.

Dez pessoas ficaram feridas e vários edifícios do complexo hospitalar desmoronaram depois do bombardeio efetuado ontem de manhã contra o hospital Shiara, no distrito de Razeh, da província de Saada, onde a MSF opera desde novembro do ano passado.

A MSF explicou que hoje o hospital "continua operacional, embora sua capacidade para prestar atendimento médico esteja muito limitada".

Ontem a organização humanitária informou que três dos feridos pertencem a sua equipe e dois deles estão em situação crítica.

A ONG disse não poder confirmar a origem do ataque, mas assinalou que é o terceiro que sofre no Iêmen recentemente e que os dois anteriores foram efetuados pela coalizão militar liderada pela Arábia Saudita que atua contra os rebeldes em território iemenita.

Por outra parte, a agência de notícias oficial "Saba", controlada pelo movimento rebelde houthi, denunciou hoje um novo bombardeio da coalizão árabe contra um hospital governamental da região de Al Sauadiya, na província Al Baida, no centro do país.

A "Saba" não informou se esse ataque aéreo deixou vítimas e falou apenas em danos materiais.

Por sua vez, moradores da região disseram à Agência Efe que o hospital não estava operacional e que os houthis o estavam usando como base para seus combatentes.

A MSF condenou o bombardeio de ontem, que "confirma um padrão preocupante de ataques aos serviços médicos essenciais" e que "vai privar uma população extremamente vulnerável de atendimento sanitário durante semanas", disse a diretora de operações, Raquel Ayora.

No último dia 3 de dezembro, a coalizão liderada por Riad bombardeou um hospital de campanha da MSF na cidade de Taiz, onde nove pessoas ficaram feridas, duas delas funcionárias da ONG.

Em outubro, outro hospital apoiado pela Médicos Sem Fronteiras ficou completamente destruído após ser bombardeado no distrito de Haydan, em Saada, principal bastião dos rebeldes.

A MSF trabalha em oito províncias iemenitas: Sana, Saada, Áden, Taiz, Amrán, Al Dalea, Ib e Haya.

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