Ao menos 300 pessoas são retiradas da cidade de Madaya, no sudoeste da Síria

Em Beirute

  • Louai Beshara/AFP

    Sírios são auxiliados por membros das forças de segurança sírias após serem retirados de Madaya

    Sírios são auxiliados por membros das forças de segurança sírias após serem retirados de Madaya

Pelo menos 300 pessoas foram evacuadas nesta terça-feira (12) da cidade síria de Madaya, ao noroeste de Damasco e cercada pelo Exército e pelo grupo xiita libanês Hezbollah, informou à Agência Efe o diretor do Observatório Sírio de Direitos Humanos, Rami Abdul Rahman.

O ativista destacou que, além disso, há outras 400 pessoas doentes que necessitam receber tratamento médico por seu estado de saúde e que esperam ser evacuadas sem demora.

Na noite de ontem, o chefe humanitário das Nações Unidas, Stephen O'Brien, advertiu após uma reunião do Conselho de Segurança que centenas de pessoas deviam ser evacuadas imediatamente de Madaya para receber atendimento médico ou poderiam falecer.

Vários comboios com comida, remédios e outros produtos básicos começaram a introduzir ontem ajuda humanitária em Madaya e nas povoações de Fua e Kefraya, no norte do país e assediadas pelo Frente al Nusra, filial síria da Al Qaeda.

A carga humanitária foi organizada pelo Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV), pelo Programa Mundial de Alimentos (PMA) da ONU e pelo Crescente Vermelho Síria.

Em comunicado, esta última organização precisou que um total de 44 caminhões entraram na segunda-feira em Madaya com 7.800 pacotes de alimentos "suficientes para 40 mil pessoas", além de comida para bebê e mulheres grávidas, remédios e 20 mil cobertores.

Nas cidades de Fua e Kefraya chegaram 21 veículos com 4 mil pacotes de comida para 20 mil pessoas e outros produtos similares aos distribuídos em Madaya.

A nota destaca que um total de 140 voluntários do Crescente Vermelho participaram da distribuição da assistência.

Espera-se que a repartição da ajuda se prolongue ao longo desta semana.

Madaya sofre o assédio do regime sírio e de seu aliado, o grupo xiita libanês Hezbollah, há 181 dias; enquanto Fua e Kefraya, de maioria xiita, estão cercadas há meses pela Frente al Nusra.

Um total de 4,5 milhões de pessoas residem em zonas de difícil acesso na Síria, incluídas as 400 mil que habitam em áreas cercadas, bem pelo regime ou a oposição, de acordo a dados da ONU.

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