Número de migrantes no mundo cresceu 41% entre 2000 e 2015, segundo ONU

Nações Unidas, 12 jan (EFE).- A quantidade de migrações no mundo aumentou 41% entre os anos de 2000 e 2015 e alcançou um total de 244 milhões, conforme um relatório apresentado nesta terça-feira pela Organização das Nações Unidas (ONU).

O número inclui os cerca de 20 milhões de refugiados espalhados ao redor do planeta, um grupo que também disparou nos últimos anos por conta de guerras como as da Síria e do Afeganistão.

Por continente, a Europa é o maior receptor de migrantes (76 milhões), seguida muito de perto pela Ásia (75 milhões), que é a região onde mais aumentou a chegada nos últimos 15 anos. A América do Norte conta com 54 milhões, a África, com 21 milhões, a América Latina e o Caribe, com 9 milhões e Oceania, com 8 milhões.

Entre os anos de 2000 e 2015, a Ásia contabilizou uma média de 1,7 milhão de migrantes ao ano, principalmente com movimentos dentro da própria região, enquanto na Europa esse número foi de 1,3 milhão ao ano.

Por países, os migrantes se concentram em 20 nações, que acolhem dois terços do total, liderados pelos Estados Unidos, com 47 milhões. Alemanha e Rússia, com 12 milhões cada, são os seguintes na lista, seguidos por Arábia Saudita (10 milhões), Reino Unido (quase 9 milhões) e Emirados Árabes Unidos (8 milhões).

O país com a maior dispersão do mundo é a Índia, que tem 16 milhões de cidadãos vivendo no exterior, seguido por México (12 milhões), Rússia (11 milhões) e China (10 milhões). Quase a metade do total de migrantes do planeta (43%) procede da Ásia, enquanto 25% são originais da Europa.

Segundo os dados da ONU, o ritmo de aumento do número de migrantes no mundo nos últimos 15 anos foi maior do que o do crescimento populacional. Por isso, hoje, 3,3% dos habitantes do mundo vivem no exterior, contra 2,8% no ano 2000.

"O aumento do número de migrantes internacionais reflete a crescente importância da migração internacional, que se transformou em uma parte integral de nossas economias e sociedade", disse em comunicado o subsecretário-geral de Assuntos Sociais e Econômicos da ONU, Wu Hongbo.

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