Coreia do Sul pede que China apoie sanções contra Pyongyang

Seul, 13 jan (EFE).- A presidente da Coreia do Sul, Park Geun-hye, pediu nesta quarta-feira o apoio da China, o principal aliado da Coreia do Norte, para conseguir que o Conselho de Segurança da ONU aplique sanções "mais duras" para "causar prejuízo" a Pyongyang por seu teste nuclear do último dia 6.

Em discurso televisionado, Park insistiu que a resposta da comunidade internacional ao teste norte-coreano deve ser diferente nesta ocasião das efetuadas no passado, quando o regime comunista realizou seus testes nucleares anteriores.

Nesse sentido, a presidente sul-coreana pediu que "medidas efetivas" sejam tomadas "para causar prejuízo ao Norte" como resposta a seu teste armamentista e pediu à China, como membro permanente do Conselho de Segurança, que apoie "a mais dura das resoluções" contra o regime de Kim Jong-un.

O Conselho de Segurança já adotou resoluções contra Pyongyang após seus testes nucleares de 2006, 2009 e 2013, mas especialistas e governos da região, como Seul e Tóquio, consideram que as mesmas não foram suficientes para impedir que o regime norte-coreano continuasse com seu programa de mísseis e armas atômicas.

"Os parceiros mais próximos permanecem unidos em tempos difíceis", disse Park, que se mostrou convencida de que "a China adotará o papel adequado como membro permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas".

O chamado sul-coreano acontece depois que uma porta-voz de Pequim deu a entender, após o teste nuclear, que China, o país mais próximo da Coreia do Norte, não tem "a chave" para conseguir a desnuclearização do regime.

Apesar de Pequim ter mostrado sua oposição ao programa nuclear de Pyongyang, os especialistas acreditam que a China teme um pacote de sanções mais duro por medo de que o mesmo ameace a própria estabilidade do regime de Kim Jong-un e complique ainda mais o panorama regional.

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