Irã libera militares dos EUA ao confirmar falha técnica em violação de águas

Teerã, 13 jan (EFE).- Os dois navios de guerra dos EUA que violaram as águas territoriais iranianas tiveram uma "falha técnica" em seus sistemas de navegação, afirmou nesta quarta-feira o vice-almirante Ali Fadavi, comandante da Marinha da Guarda Revolucionária, que confirmou a liberação da tripulação americana, que havia sido detida.

"As investigações mostraram que os dois navios entraram nas águas territoriais iranianas por falhas técnicas em seus sistemas de navegação, e o assunto está se resolvendo", afirmou Fadavi.

Os dez tripulantes e as duas embarcações já foram liberadas, após a autorização dada pelos altos comandantes das Forças Armadas do Irã.

O corpo paramilitar dos Guardiães da Revolução, encarregado da vigilância nas águas do Golfo Pérsico, informou que os militares dos EUA já foram postos em águas internacionais e que sua entrega aconteceu depois de funcionários americanos reconhecerem que se tratou de um erro e se desculparem pelo sucedido.

"A definitivamente não intencional entrada ilegal da frota naval dos EUA em águas territoriais do Irã no Golfo Pérsico permitiu colocá-los em liberdade, além do compromisso dos EUA de não repetir erros deste tipo", assinalou o comunicado.

Fadavi ressaltou que durante todo o incidente houve uma boa interação entre a Guarda Revolucionária, corpo vinculado diretamente do líder supremo iraniano, Ali Khamenei, e que não obedece ao governo, e o Ministério das Relações Exteriores iraniano, que negociou a situação com as autoridades americanas.

O Irã exigiu um pedido de desculpas dos EUA por esta incursão, através de uma conversa entre o ministro iraniano de Relações Exteriores, Mohamad Javad Zarif, e o secretário de estado americano, John Kerry.

A detenção das patrulheiras aconteceu na terça-feira às 16h30 (11h em Brasília) após entrarem em águas iranianas na proximidade da ilha de Farsi, onde o Irã tem uma importante base naval.

Fontes do Pentágono informaram ontem à noite à Agência Efe que os dois navios se deslocavam pelo Golfo Pérsico entre Kuwait e Bahrein quando sofreram uma falha e se desviaram em direção as águas iranianas.

As águas do Golfo, especialmente no Estreito de Ormuz, são umas das mais transitadas do mundo e obrigam os navios de transporte e embarcações militares de nações em conflito a passarem por corredores bem definidos.

Os Estados Unidos tem no Catar e no Kuwait importantes bases militares e centros de operações.

Recentemente, o Pentágono se queixou das provocações iranianas na região, como o lançamento no final de dezembro de um foguete perto do porta-aviões "USS Harry S. Truman".

EFE

amr/cd

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