Obama abordará com Santos a ajuda dos EUA à Colômbia para pós-conflito

Washington, 13 jan (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, pretende abordar em sua reunião do próximo mês de fevereiro com o presidente colombiano, Juan Manuel Santos, o futuro da ajuda americana à Colômbia depois que se concretize o acordo de paz entre o governo e as Farc.

Segundo explicou nesta quarta-feira em entrevista coletiva a meios de comunicação internacionais, o assessor adjunto de Segurança Nacional da Casa Branca, Ben Rhodes, os EUA têm a intenção de continuar auxiliando o país andino em matéria de segurança em um cenário de pós-conflito.

"Em termos de recursos, os EUA proporcionaram enormes recursos nos últimos anos ao Plano Colômbia para a segurança da Colômbia. Acredito que continuaremos nos próximos anos proporcionando recursos para a segurança da Colômbia. E acredito que poderíamos pensar quais são esses requisitos de segurança no contexto de um acordo", disse.

"Portanto isto é algo que acredito que o presidente Obama quererá discutir com o presidente Santos, que é, de novo, abordar como assegurar-nos de continuar nossa cooperação em segurança, nosso respaldo de segurança para a Colômbia", acrescentou Rhodes.

Obama receberá Santos no próximo dia 4 de fevereiro em Washington, a fim de lembrar o 15º aniversário do Plano Colômbia, um acordo bilateral para a paz e o fortalecimento do Estado aprovado no ano 2000 pelos governos do americano Bill Clinton e do colombiano Andrés Pastrana.

Santos deixou claro que o objetivo é assinar a paz antes do próximo dia 23 de março, como as partes anunciaram em 23 de setembro do ano passado, dia em que o chefe de Estado e o líder das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), Rodrigo Londoño Echeverri, conhecido como "Timochenko", deram um histórico aperto de mãos que muitos interpretaram como o início do fim da disputa.

Sobre a mesa de negociações, que se constituiu em novembro de 2012 em Havana, só resta um ponto a debater do total de cinco que compõem a agenda para terminar com mais de meio século de conflito armado: o que diz respeito ao desarmamento e à desmobilização de guerrilheiros e ao cessar-fogo bilateral e definitivo.

Os Estados Unidos nomearam no ano passado um enviado especial para o processo de paz colombiano, Bernie Aronson, e, durante o ano fiscal 2014, concederam US$ 324,82 milhões em assistência total à Colômbia, sendo que 70% dessa soma foi direcionada a programas de paz e segurança.

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