Obama diz que Estado Islâmico "não ameaça a existência nacional" dos EUA

Washington, 12 jan (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, tentou nesta terça-feira acalmar os que veem a luta contra o Estado Islâmico (EI) como "a Terceira Guerra Mundial" ao garantir que esse grupo jihadista "não ameaça a existência nacional" de seu país, mas cobrou do Congresso a aprovação de uma base legal específica para essa campanha.

"Enquanto focamos em destruir o EI, as mensagens exageradas de que esta é a Terceira Guerra Mundial somente beneficiam" os jihadistas, declarou Obama durante o último discurso de seu mandato sobre o Estado da União perante o Congresso.

"Eles não ameaçam nossa existência nacional. Essa é a história que o EI quer contar, é o tipo de propaganda que usam para recrutar. Mas não temos que reforçá-los para lhes mostrar que os levamos a sério", nem "repetir a mentira de que o EI é o representante de uma das maiores religiões", acrescentou.

Segundo o governante, basta "chamá-los por seu nome: assassinos e fanáticos que devem ser erradicados, perseguidos e destruídos".

Obama admitiu que tanto a Al Qaeda como o EI "representam uma ameaça direta" para o povo americano, porque "usam a internet para envenenar as mentes de indivíduos dentro do país".

O líder defendeu o trabalho da coalizão liderada pelos Estados Unidos contra o EI no Iraque e na Síria, que realizou "quase 10 mil ataques aéreos" e está apoiando "forças que estão recuperando território em bom ritmo" nestes países.

"Se este Congresso quer ganhar esta guerra a sério e enviar uma mensagem a nossas tropas e ao mundo, deveria autorizar finalmente o uso da força militar contra o EI. Votem sobre isso", pediu.

Obama pediu há quase um ano ao Congresso para que aprovasse uma base legal específica para a batalha contra o EI, dado no qual seu governo se baseou até agora para realizar ataques no Iraque e Síria em normas aprovadas em 2001 e 2002 para a guerra contra o terrorismo lançada pelo ex-presidente George W. Bush.

O presidente americano afirmou que com ou sem autorização do Congresso, o EI deve saber que os Estados Unidos "irão atrás deles".

"Se duvidam do compromisso dos EUA ou do meu em garantir que seja feita justiça, perguntem a Osama bin Laden", afirmou, em tom triunfal.

Sobre o restante de sua política externa, Obama reiterou que os Estados Unidos não podem "reconstruir cada país que entra em crise", e que essa foi "a lição do Vietnã e do Iraque".

Obama ressaltou a necessidade de liderar os esforços internacionais para conseguir uma "paz duradoura" na Síria e lembrou que, com o acordo nuclear com o Irã, "o mundo evitou outra guerra".

O presidente americano previu, além disso, que "mesmo sem o EI, a instabilidade continuará durante décadas em muitas partes do mundo: no Oriente Médio, no Afeganistão e no Paquistão, em partes de América Central, África e Ásia".

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