Obama enaltece recuperação econômica, mas admite mudanças profundas

Washington, 12 jan (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, estufou o peito nesta terça-feira em seu último discurso sobre o Estado da União para falar da recuperação econômica conseguida durante seu mandato, mas admitiu que também ocorreram "mudanças profundas" que mantêm muitos americanos preocupados.

"Os EUA têm a economia mais forte e mais duradoura do mundo. Mais de 14 milhões de novos postos de trabalho, os dois anos de maior crescimento de emprego desde a década de 1990, o desemprego reduzido pela metade. Qualquer um que diga que a economia dos EUA está em declínio está vendendo ficção", disse Obama.

No entanto, o presidente admitiu que "muitos americanos" estão preocupados porque a economia "vem sofrendo mudanças profundas" ao citar a substituição de postos de trabalho por novas tecnologias, a liberdade de movimento internacional para as empresas e o aumento das desigualdades.

"As companhias em uma economia global podem se situar em qualquer lugar, e enfrentam maior concorrência. Como resultado, os trabalhadores têm menor capacidade de negociação. As empresas são menos fiéis a suas comunidades e a riqueza está cada vez mais concentrada nas mãos dos mais ricos", opinou Obama.

Para o presidente dos EUA, todos esses fatos "achataram" os trabalhadores, "inclusive os que têm trabalho e, inclusive, quando a economia está em crescimento", e fizeram com que hoje em dia seja "mais difícil" para uma família trabalhadora sair da pobreza, para os jovens começarem suas carreiras profissionais e para os trabalhadores se aposentarem.

O presidente americano aproveitou a ocasião para lançar uma crítica aos bancos de Wall Street, cuja "temeridade" foi a causadora da crise financeira, "e não as pessoas que vivem de ajudas governamentais para poder se alimentar", os chamados 'food stamps'.

"Os imigrantes não são a razão pela qual os salários não subiram o suficiente. Essas decisões são tomadas em salas de diretores que muito frequentemente colocam os resultados trimestrais acima dos retornos em longo prazo", destacou Obama.

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